Algarve lidera crescimento regional do PIB em 2016

O INE acaba de divulgar as Contas Regionais finais de 2015 e provisórias de 2016. Os resultados apresentados são consistentes com as Contas Nacionais Anuais, finais para 2015 e provisórias para 2016.

De acordo com os resultados provisórios de 2016, todas as regiões registaram crescimento real do PIB. O Algarve (2,6%), o Norte (1,9%), o Centro (1,8%) e a Região Autónoma dos Açores (1,6%) apresentaram variações reais superiores à média nacional, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa (1,2%), a Região Autónoma da Madeira (0,9%) e o Alentejo (0,5%) registaram crescimentos menores que o país.

O aumento da atividade do ramo do comércio, transportes, alojamento e restauração, ramo mais relevante na estrutura produtiva da região do Algarve, foi determinante para o crescimento real do PIB desta região. O desempenho deste ramo foi igualmente importante para o crescimento do PIB ocorrido no Norte e Centro, regiões onde era o segundo ramo de atividade mais relevante nas respetivas estruturas produtivas.

O acréscimo real ocorrido no VAB do ramo da indústria e energia nas regiões do Centro (2,2%) e do Norte (2,1%) foi também determinante para apresentarem crescimento superior à média nacional em 2016. Desempenho oposto verificou-se na região do Alentejo, com um decréscimo de 0,5% no VAB deste ramo.

A análise da convergência económica das regiões NUTS III, revela uma diminuição das disparidades regionais no período de 2000 a 2015, com as regiões mais pobres a apresentarem taxas de crescimento do PIB per capita e da produtividade muito superior à média do país.

As assimetrias do PIB per capita avaliado em PPC face à média europeia (UE28) entre a região portuguesa mais rica e a mais pobre, diminuíram cerca de 10 p.p, de 75,2% em 2000 para 65,1% em 2015.

De acordo com a metodologia ‘shift-share’ dinâmica de decomposição territorial do crescimento do VAB, o fator competitividade foi fundamental para as regiões com maior crescimento no período 2000 a 2015. Com efeito, o Cávado, o Baixo Alentejo (1,3%, ambos) e a Região Autónoma dos Açores (1,2%) apresentam os maiores índices do fator competitividade e, com exceção dos Açores, os piores índices do fator estrutural.

 

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