Aliança europeia de startups vai ser “estrutura pequena e leve” mas quer duplicar unicórnios da Europa até 2030

É um dia histórico porque se passa de uma ideia da presidência portuguesa da União Europeia para realidade”, destacou Carme Artigas, secretária de Estado espanhola da Digitalização e Inteligência Artificial, na apresentação da Europe Startup Nations Alliance.

Harry Murphy/Web Summit

Já foi cortada a fita encarnada da aliança europeia de startups, que terá a sua sede em Portugal. O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, a par com os seus homólogos de Espanha e Bélgica, lançou oficialmente esta quarta-feira a estrutura europeia de empreendedorismo que pretende unir os Estados-membros, com o apoio da Comissão Europeia.

A Europe Startup Nations Alliance (ESNA – Europa Startup Aliança das Nações) receberá 1,5 milhões de euros anuais do Plano de Recuperação e Resiliência e apoio do fundo Horizonte de Bruxelas, conforme adiantou o porta-voz do executivo comunitário, na apresentação inicial que se realizou no palco principal da cimeira tecnológica.

“Estamos a prometer a todos os empreendedores e startups que vamos trabalhar juntos para fazer da Europa o maior local para startups” – Pedro Siza Vieira

No entanto, o ministro da Economia ressalvou que o berço desta ESNA em Lisboa, inicialmente no Pavilhão de Portugal, é apenas “uma pequena sede” e que o projeto “não pertence a Portugal”. “Percebe às startups. Queremos vê-las a florescer”, frisou Pedro Siza Vieira poucos minutos depois do lançamento formal, em conferência de imprensa.

O objetivo desta aliança, que terá dez pessoas alocadas – o processo de recrutamento ainda irá abrir –, é estar constantemente a monitorizar a informação sobre o ecossistema e duplicar o número de unicórnios do Velho Continente até 2030, apesar de ser uma “estrutura pequena e leve”, de acordo com o ministro português.

“Fala-se muito no acesso ao financiamento mas aqui tentamos também falar das melhores práticas, da forma como as empresas atraem talento, como são financiadas, juntamos estes temas num template”, explicou Pedro Siza Vieira. “Devemos partilhar dados, saber o que fazer e onde temos de mudar. Temos de fazer este compromisso: uma boa ideia, produto e serviço tem de conseguir escalar em todo o continente e abranger os 450 milhões de consumidores”, sublinhou.

Segundo o governo de Pedro Sánchez, este é apenas um ponto de partida e ainda existem “linhas vermelhas”, até porque os países europeus andam a diferentes velocidades na inovação. Ainda assim, Carme Artigas, secretária de Estado espanhola da Digitalização e Inteligência Artificial, garantiu: “É um dia histórico porque se passa de uma ideia da presidência portuguesa da União Europeia para realidade”.

Estrutura europeia dedicada ao empreendedorismo operacional no último trimestre

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