Alibaba regista quebra de receita trimestral pela primeira vez na sua história

A gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba registou, pela primeira primeira vez na sua história, uma quebra na receita trimestral, mas acima das expetativas, num cenário de desaceleração económica e regulamentação mais rígida, foi hoje divulgado.

A gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba registou, pela primeira primeira vez na sua história, uma quebra na receita trimestral, mas acima das expetativas, num cenário de desaceleração económica e regulamentação mais rígida, foi hoje divulgado.

As receitas da Alibaba no primeiro trimestre fiscal, entre abril e junho de 2022, ascenderam a 205.555 milhões de yuans (29.850 milhões de euros à taxa de câmbio atual), valor ligeiramente abaixo do período homólogo de 2021 (quase 1%), detalhou o grupo em comunicado, evocando um “declínio” das atividades de comércio compensado pelas assentes na ‘cloud’ (nuvem).

“Após os meses de abril e maio relativamente fracos, vemos sinais de recuperação nas nossas atividades em junho”, afirmou o presidente executivo do grupo, Daniel Zhang, citado em comunicado, sendo que aquele mês foi quando houve um alívio das restrições anti-pandemia na China.

Em igual período do ano passado, as vendas subiram 34%, em termos homólogos, para 205.740 milhões de yuans (29.873 milhões de euros).

O lucro no primeiro trimestre fiscal terminado em junho atingiu os 22.739 milhões de yuans (3.306 milhões de euros), menos 50% do que um ano antes.

Durante o trimestre em análise, vários surtos de covid-19 causaram restrições à circulação e atividade económica em diferentes pontos da China e levaram a um confinamento rigoroso durante semanas em Xangai, um dos principais polos económicos do país.

Desde final de 2020, as autoridades têm sido intransigentes contra certas práticas dos gigantes digitais, anteriormente amplamente toleradas, em termos de recolha de dados pessoais e de concorrência.

Pequim multiplicou assim as ações contra poderosas empresas de internet, impedidas de arrecadar dinheiro internacionalmente ou multadas por abuso de posição dominante. Essas medidas fizeram com que o setor perdesse milhares de milhões de dólares em capitalização bolsista.

Há muito considerado na China um modelo de sucesso, a Alibaba foi o primeiro a sofrer o castigo das autoridades públicas.

A Alibaba pretende ter a bolsa de Hong Kong como seu primeiro lugar de cotação, tendo como objetivo “expandir e diversificar ainda mais a base de investidores” da empresa.

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