Alteração à tabela da ADSE dificulta acesso a cuidados de saúde, alerta lista candidata

“Um dos eixos mais importante do nosso programa é a temática relacionada com o acesso aos cuidados de saúde e a questão da transparência que a ADSE deve prestar aos beneficiários”, afirmou Rogério Matos, que lidera a lista C para o Conselho Geral e de Supervisão.

A lista C candidata às eleições para o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da ADSE defendeu esta segunda-feira a melhoria no acesso aos cuidados de saúde, considerando que a alteração da tabela do regime convencionado trouxe dificuldades aos beneficiários.

“Um dos eixos mais importante do nosso programa é a temática relacionada com o acesso aos cuidados de saúde e a questão da transparência que a ADSE deve prestar aos beneficiários”, afirmou em conferência de imprensa Rogério Matos, que lidera a lista C “Beneficiários Primeiro”, apoiada pela Associação 30 de Julho e pela APRe! – Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados.

Segundo disse, a alteração à tabela do regime convencionado da ADSE, que entrou em vigor há cerca de um ano, “pretendia que o acesso aos cuidados de saúde melhorasse, mas aconteceu o inverso, ou seja, houve uma grande debandada de médicos e de muitos atos médicos que deixaram de estar nas convenções”.

Além disso, acrescentou Rogério Matos, “os beneficiários veem o saldo da ADSE a aumentar” o que é “uma contradição muito estranha”, pois “parece que a ADSE está mais rica, mas os beneficiários parecem estar com maior dificuldade no acesso aos cuidados de saúde”.

A lista C defende a alteração ao modelo de governação da ADSE, para que os beneficiários “tenham uma participação mais substantiva, uma vez que atualmente estão em minoria no CGS e no Conselho Diretivo”, referiu Rogério Matos.

O presidente da Associação 30 de Julho, Fernando Vaz de Medeiros, indicou que um dos principais motivos da candidatura da lista C está relacionado com o resultado das eleições anteriores, realizadas em 2017, onde se registou “um péssimo grau de participação” com apenas 2% dos beneficiários eleitores a votar.

“Em resultado, foram eleitas três pessoas da Frente Comum [da CGTP] e uma pela lista da Fesap [Federação de Sindicatos da Administração Pública], o que significa que o CGS tem atualmente como representantes dos beneficiários só pessoas dos sindicatos. Não temos nada contra, mas pensamos que é importante ter uma voz diferente no CGS”, sublinhou o líder da associação.

O programa da lista C integra 21 pontos, entre os quais a realização de uma avaliação das razões da saída de médicos do regime convencionado após a entrada em vigor da nova tabela bem como um levantamento dos cuidados de saúde “que os prestadores se recusam a realizar pelo regime convencionado”.

A lista C propõe ainda a redução dos descontos dos beneficiários, de 14 para 12 meses, e que seja aplicada uma contribuição às entidades empregadoras no pagamento de uma parte dos descontos.

Segundo uma nota publicada no ‘site’ da ADSE, são sete as listas admitidas às eleições para o Conselho Geral e de Supervisão (CGS), previstas para os dias 28, 29 e 30 de novembro (voto eletrónico) e 30 de novembro (voto presencial).

O CGS é composto por 17 membros, dos quais quatro são representantes dos beneficiários (ligados aos sindicatos).

Compete ao CGS emitir parecer sobre as várias matérias relacionadas com a ADSE, sobre objetivos estratégicos, planos e relatórios de atividades e orçamento, bem como supervisionar a atividade do conselho diretivo.

O presidente do CGS – atualmente é João Proença – é eleito depois pelos 17 membros do CGS, que inclui representantes do Governo. O CGS aprovará ainda um representante dos beneficiários para o Conselho Diretivo da ADSE, onde atualmente está Eugénio Rosa (economista ligado à CGTP).

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