Alterações climáticas. Banco Mundial vai ajudar África a adaptar-se

Plano de 15 mil milhões de euros para o período 2016-2010

O Banco Mundial revelou um novo plano para ajudar África a adaptar-se às alterações climáticas e enfrentar as suas consequências, avaliado em 15 mil milhões de euros para o período 2016-2010.

O plano Accelerating Climate-Resilient and Low-Carbon Development (Acelerar a resiliência às alterações climáticas e desenvolvimento com base na economia de baixo carbono) será apresentado na Cimeira do Clima (COP21), que começa na próxima semana em Paris e que visa concluir um acordo mundial para travar o aquecimento global.

“A África sub-saariana é altamente vulnerável às consequências das alterações climáticas e a nossa investigação mostra que isso pode ter impacto a longo prazo em tudo, da má nutrição infantil à malária e do aumento do preço dos alimentos às secas”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, citado num comunicado da instituição.

“Este plano identifica passos concretos que podem ser dados pelos governos africanos para garantir que os seus países não perderão ganhos duramente conquistados ao nível do crescimento económico e da redução da pobreza e que poderão oferecer alguma proteção em relação às alterações climáticas”, adiantou.

Visando “aumentar a consciencialização” e a “mobilização de recursos”, o plano centra-se numa dúzia de áreas prioritárias, divididas em três grupos, nas quais “o Banco Mundial, em colaboração com os governos africanos e com parceiros regionais e internacionais, espera conseguir resultados num futuro próximo”, de acordo com o documento.

Prevê projetos a nível da agricultura, das energias solar, hidroelétrica e geotérmica e para zonas como a bacia do Níger, o Lago Chade e a zona costeira, entre outros, bem como sobre informação e formação para o desenvolvimento de práticas sustentáveis.

Até 43 milhões de africanos podem juntar-se até 2030 aos que vivem abaixo da linha da pobreza devido às alterações climáticas, indicam dados recentes do Banco Mundial.

Pelo menos 147 chefes de Estado e de Governo vão participar na Cimeira do Clima, que decorre entre 30 de novembro e 11 de dezembro em Bourget, na periferia nordeste de Paris.

OJE

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