Altice critica Anacom por declarações sobre cabines e listas telefónicas

Presidente da Anacom disse que “houve um recuo muito substancial nos últimos anos” no serviço universal de postos públicos e criticou o serviço de listas telefónicas, por ter apenas 5% dos cerca de 17 milhões de telefones móveis e fixos existentes em Portugal.

A Altice Portugal (PT Portugal) criticou hoje o presidente da Anacom, regulador do setor das telecomunicações, pelas críticas que fez sobre o serviço universal de postos públicos e também sobre o serviço de listas telefónicas.

O presidente da Anacom, João Cadete de Matos, acusou, a 14 de dezembro, que “houve um recuo muito substancial nos últimos anos” no serviço universal de postos públicos (cabines telefónicas).

Criticou, também, o facto de as listas telefónicas – incluindo o serviço informativo 118 – terem apenas 5% dos cerca de 17 milhões de telefones móveis e fixos existentes em Portugal.

A Altice Portugal estranha estas críticas e diz que “cumpre de forma criteriosa e escrupulosa os seus compromissos relativos à prestação do serviço universal”.

“Sobre as recentes declarações da Anacom relativas ao serviço universal de postos públicos e listas telefónicas, a Altice Portugal estranha e não compreende que assuntos de elevada importância para a população portuguesa sejam apresentados nos meios de comunicação social, sem prévia discussão detalhada nos fóruns próprios existentes para o efeito, nomeadamente entre o regulador e os operadores”, afirma fonte oficial a operadora.

A empresa garante que os serviços têm sido assegurados, “em cumprimento dos contratos celebrados com o Estado em 2014 e 2015”, e que tem feito “elevados investimentos”, na “manutenção dos diversos equipamentos de postos públicos, devido a constantes atos de vandalismo, o que tem merecido o apoio de vários municípios e juntas de freguesia, conscientes da relevância destes serviços para muitos dos seus munícipes”.

A Anacom está a analisar componentes do serviço universal de telecomunicações assegurados pela PT Portugal e Cadete de Matos diz que ainda não há resultados. “As análises estão a decorrer ainda não temos conclusões”.

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