Altice Portugal vê receitas subirem para 1,2 mil milhões de euros no primeiro semestre

A dona da Meo teve um crescimento de 14% no volume de negócios até junho, quando comparado com os primeiros seis meses de 2021. O EBITDA fixou-se nos 454,3 milhões de euros, após uma subida homóloga de quase 9%.

A Altice Portugal reportou esta quarta-feira receitas de 1.254,2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que representa um crescimento homólogo de 14%, e um EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 454,3 milhões de euros, que aumentou 8,9% em relação aos primeiros seis meses de 2021.

Só entre abril e junho, o volume de negócios da operadora de telecomunicações foi de 641,8 milhões de euros, depois de ter registado um acréscimo de 16,5%. Nesses três meses, a empresa aumentou o EBITDA em 9,1% para 232,3 milhões de euros e prosseguiu o conceito de loja de proximidade e abriu mais quatro espaços da marca MEO.

O EBITDA é justificado com a “expansão progressiva da base de subscritores”, “incremento do valor médio aportado” e “disciplina de controlo dos custos operacionais”. “O crescimento dos negócios fixo e móvel, da base de clientes e do portefólio de serviços da empresa, aliado à concretização de um planeamento estratégico eficaz e às iniciativas operacionais encetadas, foi determinante para a evolução das receitas neste trimestre”, explicou a dona da Meo, no relatório financeiro divulgado ao início desta tarde.

Assim, a Altice Portugal, liderada por , Ana Figueiredo, registou mais 42,8 mil adições líquidas (adições brutas deduzidas das baixas de clientes) nos serviços fixos e mais 18,2 clientes únicos do segmento consumo em doze meses. Já o negócio Móvel obteve 217,2 mil adições líquidas, das quais 68,3 mil em clientes pós-pagos no trimestre passado.

A aposta na rede móvel de quinta geração (5G), o reforço da capacidade na rede móvel e a expansão da rede de fibra ótica de Portugal traduziu-se num investimento total de 122,3 milhões de euros por parte da Altice Portugal no segundo trimestre e de 225,2 milhões de euros na primeira metade do ano.

As receitas do segmento de serviços empresariais dispararam 30,2% para 321,6 milhões de euros no aglomerado de abril, maio e junho. O valor traduz-se numa variação homóloga de 12,7% caso se exclua a contribuição da Unisono, comprada em agosto. Em linha com este valor, ligeiramente abaixo, ficaram as receitas do segmento de consumo, que foram de 320,2 milhões de euros no segundo trimestre, mais 5,4% do que no mesmo período do ano passado.

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