Liquidar dívidas ou poupar para a reforma. O que fazer com o subsídio de Natal

Com todas estas despesas extra, não é difícil derrapar no orçamento, especialmente se já recebeu o subsídio de natal. Saiba como gerir, poupar ou investir nesta época natalícia.

Fotografia: Jetcost

O subsídio de Natal serve para ‘dar’ uma folga extra ao orçamento de cada família, mas também pode servir para fazer bons investimentos. Se já recebeu ou está prestes a receber, a plataforma ComparaJá apresenta-lhe um conjunto de investimentos nos quais pode aplicar o dinheiro do subsídio.

  • Primeiro, deve saber calcular este subsídio

Segundo consta no nº 1 do artigo 263º do Código do Trabalho, “o trabalhador tem direito a subsídio de Natal de valor igual a um mês de retribuição, que deve ser pago até 15 de Dezembro de cada ano” e o cálculo do valor a receber é feito com base no tempo de serviço que foi prestado no ano civil.

Esta retribuição pode ser paga de duas formas: “Em duodécimos, ou seja, o trabalhador vai recebendo uma parte deste valor todos os meses, ao longo do ano, juntamente com o seu salário ou integral, em que o trabalhador recebe o montante total de uma vez só.”

Se a forma de pagamento for na íntegra, o trabalhador deve receber este rendimento até ao dia 15 de dezembro (caso seja trabalhador do setor privado) ou durante o mês de novembro (no caso de trabalhadores do setor público) e o montante recebido, neste caso, será igual ao do seu vencimento. Se, por exemplo, aufere mensalmente um ordenado líquido de 1.600 euros, então em dezembro receberá o dobro: 3.200 (1.600 + 1.600).

Já se o subsídio de Natal for recebido em duodécimos, tal significa que se dividirá o rendimento líquido do trabalhador por 12 meses e este receberá o extra correspondente, todos os meses, juntamente com o seu salário.

Porém, no setor privado, se o subsídio de Natal não for na totalidade, o que normalmente acontece é o pagamento de 50% em duodécimos e os restantes 50% em novembro. Exemplificando: se o vencimento líquido for de 1.350 euros, então significa que ao longo do ano terá de receber 675 euros divididos por 12 meses (56,25 euros mensalmente para além do vencimento) e outros 675 euros juntamente com o salário do mês de novembro.

  • Quais são as suas opções?

Ao encarar o montante do subsídio de Natal como uma oportunidade de investimento, pode começar a poupar ou até aventurar-se em produtos financeiros mais complexos, tais como depósitos a prazo, planos poupança-reforma ou mesmo ações ou obrigações (mas lembre-se que estes últimos têm um risco mais elevado). Como tal, o ComparaJá recomenda:

  •  Liquidar dívidas: “Este rendimento extra pode até ser utilizado, em último caso, para amortizar dívidas de um crédito pessoal ou de um cartão de crédito, de forma a não entrar numa espiral de endividamento.”
  • Reforçar o fundo de emergência: “Ditam as boas regras das finanças pessoais que deve possuir um fundo de emergência composto por um montante correspondente a, pelo menos, seis meses de despesas fixas ou três meses de rendimento.”
  • Depósitos a prazo: “Os depósitos a prazo são a forma de poupança preferida dos portugueses, uma vez que têm poucos riscos associados.”
  • Poupar para a reforma: “Apesar dos PPR (Planos Poupança Reforma) serem produtos que a maior parte dos portugueses conhece, nos últimos anos perderam alguns dos benefícios fiscais associados, o que os tornaram menos apetecíveis.”
  • Amortizar crédito: “No caso de ter um spread muito baixo, amortizar um crédito à habitação pode não ser a melhor solução. Mas se tiver um empréstimo com taxa variável e a Euribor subir, pode acontecer que amortizar o crédito seja uma hipótese a considerar.”
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