Alunas do ISCAL criam núcleo para promover igualdade e direitos de género

Girl Up ISCAL quer sensibilizar a comunidade iscalina para temas que, muitas vezes, são postos “de lado”, nomeadamente o que é a igualdade de género, qual o posicionalmente social mais correto e quais as lutas a combater e etapas a conquistar.

Um grupo de estudantes do ISCAL criou uma organização sem fins lucrativos para defender a igualdade e dos direitos de género, através da “expansão das competências, direitos e oportunidades de todas as alunas e mulheres deste Instituto, nas atuais e nas próximas gerações”.

Girl Up ISCAL, assim se designa, procura promover e chamar a atenção, desconstruindo temáticas relacionadas com a igualdade de género, de uma forma interativa, positiva e moderna. Tem como objetivo principal sensibilizar a comunidade Iscalina para temas que, muitas vezes, são postos “de lado”, nomeadamente o que é a igualdade de género, qual o posicionalmente social mais correto e quais as lutas a combater e etapas a conquistar.

Carolina Ataíde, aluna de Contabilidade e Administração no ISCAL e presidente da Girl Up ISCAL, explica: “Criámos a Girl Up ISCAL principalmente por acharmos que é um tema que pouco ou nada é abordado em contexto académico, especialmente em áreas como a contabilidade e gestão. Sendo que estávamos em plena pandemia a tarefa foi dificultada, mas sempre senti que havia uma falta enorme de representatividade e sensibilização para um tema tão atual como a igualdade de género. O feminismo engloba muito mais áreas para além das mulheres e da igualdade entre géneros: falamos de saúde física e mental, realidades financeiras e sociais, problemáticas teóricas, política, ambientalismo, etc.”.

O grupo usa as redes sociais (Facebook e Instagram) para comunicar, mas, adianta, que haverá espaço para eventos ao longo do ano e para uma rúbrica mensal de debate, com convidados especiais que se destacaram a lutar pelos direitos da igualdade e paridade entre mulheres e homens.

Na forja está igualmente um dicionário online, onde são explicados temas importantes, ainda pouco conhecidos do grande público e que vão da política, à sociedade, passando pela saúde. No concreto, pretende-se contribuir para a melhoria do estatuto jurídico da mulher, pela presença de mais mulheres e minorias na Assembleia da República, entre outros.

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