Amantes de cerveja revoltam-se: e o vinho não é álcool?

O grão-mestre da Confraria da Cerveja, Nuno Pinto Magalhães, anunciou que a entidade vai entronizar pela primeira vez um consumidor e um produtor de cerveja artesanal, numa cerimónia na sexta-feira, no Funchal. A investidura decorrerá no âmbito da XII Cerimónia de Entronização da Confraria da Cerveja, que terá lugar, também pela primeira vez, fora de […]

O grão-mestre da Confraria da Cerveja, Nuno Pinto Magalhães, anunciou que a entidade vai entronizar pela primeira vez um consumidor e um produtor de cerveja artesanal, numa cerimónia na sexta-feira, no Funchal.

A investidura decorrerá no âmbito da XII Cerimónia de Entronização da Confraria da Cerveja, que terá lugar, também pela primeira vez, fora de Portugal continental, no Teatro Municipal do Funchal.

“Vamos entronizar pela primeira vez um consumidor, como tributo aos apreciadores de cerveja, assim como um representante de produtores de cerveja artesanal”, disse à agência Lusa Nuno Pinto Magalhães.

No total serão entronizados 63 novos confrades, personalidades de diferentes quadrantes e atividades, que vão comprometer-se a defender e promover os valores da cerveja em Portugal.

Entre eles estão o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, o secretário de Estado da Economia, Leonardo Mathias, e o presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo.

A propósito do Orçamento do Estado para 2015, entregue na quarta-feira pelo Governo na Assembleia da República, Nuno Magalhães criticou o facto de o vinho não ser taxado com um imposto especial de consumo, ao contrário da cerveja, sobre a qual incidirá uma taxa de 3%.

“A ministra das Finanças justifica a medida com a necessidade de financiar o Sistema Nacional de Saúde e as campanhas contra o consumo de álcool. Mas o vinho não é uma bebida alcoólica?”, questionou.

O também diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Sociedade Central de Cervejas lembrou que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o vinho está na origem de 55% do consumo de bebidas alcoólicas.

“A graduação média alcoólica do vinho é três vezes superior à da cerveja. Há aqui uma incongruência”, acrescentou, destacando o peso da indústria cervejeira, o contributo para o mercado de trabalho e para a exportação e o apoio que confere à agricultura e à indústria portuguesa, “dado que 80% das suas necessidades são adquiridas em Portugal”.

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