Amazon congela contratações para a área de retalho

A gigante do comércio eletrónica pausou todas as contratações de executivos para a sua unidade de retalho e interrompeu os processos de recrutamento em curso. Também Google, Apple e Meta já tomaram medidas semelhantes.

Jeff Bezos

A Amazon interrompeu os processos de recrutamento de executivos para a unidade de negócio de retalho, revela um relatório publicado esta terça-feira pelo The New York Times, entretanto confirmado pela empresa.

Nesse documento, a gigante tecnológica recomenda que os recrutadores apaguem as ofertas de emprego disponíveis e que cessem processos de recrutamento em curso – como entrevistas, negociações ou pesquisa ativa. Um porta-voz da Amazon veio confirmar à CNBC que a empresa continua a ter “um número significativo” de vagas – só que não para esta área ou neste pay-grade.

A decisão surge depois de outras tecnológicas como a Google, Apple e Meta (ex-Facebook Company) terem tomado atitudes semelhantes, numa tentativa de reduzir custos.

A Amazon torna-se assim a mais recente das quatro grandes a reavaliar os seus planos de recrutamento, à medida que as projeções económicas incentivam investidores e gestores a prosseguir com cautela.

O atual CEO da Amazon, Andy Jassy, tem dado passos concretos para tentar reduzir os custos da empresa, nomeadamente no sector do comércio e retalho que, apesar de continuar a representar a larga maioria da receita da empresa, tem registado um crescimento desacelerado.

Esta unidade de negócio registou um notável crescimento durante o período pandémico, impulsionado pela incapacidade dos consumidores de se deslocarem a lojas físicas. Mas no início deste ano, o boom do e-Commerce começou a arrefecer e, no primeiro trimestre, a Amazon acabou a registar o mais lento crescimento de receita desde a bola ‘dot-com’, em 2001.

Apesar disto, o CEO garantiu aos investidores que está focado em retomar um “nível saudável de rentabilidade”, depois de um período em que o crescimento desacelerado e um aumento dos custos ratificaram as receitas da empresa. Nos últimos meses, a Amazon encerrou e adiou o lançamento diversas instalações e está a adiar a abertura de novos negócios físicos, como o Amazon Fresh.

Também os call centers levaram o corte, com a maioria da operação a ser movida para outros países fora dos Estados Unidos, de acordo com a Bloomberg.

O abrandamento no recrutamento de executivos surge após um período de elevada contratação, na pandemia. No segundo trimestre deste ano, a Amazon tinha despedido cerca de 99 mil trabalhadores a tempo parcial ou sazonais. Emprega agora cerca de 1,52 milhões de pessoas em todo o mundo.

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