Amazon multada em Itália em 1,1 mil milhões de euros por “abuso de posição dominante” no mercado

O escrutínio regulatório global dos gigantes da tecnologia tem aumentado, após uma série de escândalos sobre privacidade e desinformação, bem como reclamações de algumas empresas de que abusam do seu poder de mercado.

Amazon

A autoridade da concorrência italiana revelou esta quinta-feira que multou a Amazon em 1,1 mil milhões de euros por “abuso de posição dominante” no mercado, naquela que é uma das maiores sanções impostas a uma gigante tecnológica norte-americana na Europa, avança a “Reuters”.

A Amazon já veio a público dizer que “discorda veementemente” da decisão do regulador e que vai avançar com um recurso sobre a decisão assim que for possível.

O escrutínio regulatório global dos gigantes da tecnologia tem aumentado, após uma série de escândalos sobre privacidade e desinformação, bem como reclamações de algumas empresas de que abusam do seu poder de mercado.

Além da Amazon, a Alphabet (dona da Google), Facebook, Apple e Microsoft têm atraído maior escrutínio regulatório na Europa. A autoridade da concorrência italiana disse em comunicado que a Amazon utilizou a sua posição dominante no mercado italiano de serviços de intermediação em mercados para favorecer a adoção do seu próprio serviço de logística, o ‘Fulfillment by Amazon’ (FBA), por vendedores ativos no portal italiano da Amazon.

A autoridade dizem que a Amazon vinculou o uso do acesso FBA a um conjunto de benefícios exclusivos, incluindo o rótulo Prime, que ajudam a aumentar a visibilidade e impulsionar as vendas da gigante norte-americana.

“A Amazon impede que terceiros associem o selo Prime a ofertas não administradas pela FBA”, afirmou o regulador italiano.

A autoridade antitruste também disse que irá impor medidas corretivas que estarão sujeitas à revisão por um administrador de monitorização.

Em sua defesa, a Amazon disse que o FBA “é um serviço totalmente opcional” e que a maioria dos vendedores não o usa. “Quando os vendedores escolhem o FBA, fazem-no porque é eficiente, conveniente e competitivo em termos de preço”, disse a empresa norte-americano em comunicado.

“A multa e as soluções propostas são injustificados e desproporcionais”, acrescentou.

A Comissão Europeia afirmou que cooperou estreitamente com a autoridade italiana da concorrência no caso, no âmbito da Rede Europeia da Concorrência, para garantir a consistência com as suas duas investigações em curso sobre as práticas comerciais da Amazon.

O primeiro foi aberto em julho de 2019 para avaliar se o uso de dados confidenciais de retalhistas independentes que vendem no seu mercado pela Amazon viola as regras de concorrência da UE. O segundo, no final de 2020, focou no possível tratamento preferencial das próprias ofertas de venda a retalho da Amazon e aquelas dos vendedores de mercado que utilizam os serviços de logística e entrega da Amazon.

Recomendadas

OPEP retoma reuniões presenciais perante medo de recessão internacional

A OPEP+, o grupo integrado pelos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados, reúne-se quarta-feira pela primeira vez presencialmente desde março de 2020, num momento em que crescem os receios de uma recessão internacional.

BNA levanta suspensão da participação no mercado cambial imposta ao Finibanco Angola

O Finibanco Angola tinha sido suspenso de participar no mercado cambial, por um período de 45 dias, pelo Banco Nacional de Angola (BNA), depois de o supervisor bancário angolano detectar incumprimentos durante uma inspecção pontual, em meados de agosto.

“Café com o CEO”. Assista à conversa com o Dr. Luís Teles, em direto a partir de Luanda

“Café com o CEO” é uma iniciativa promovida pela empresa angolana E.J.M, fundada por Edivaldo Machado em 2012, que procura dar a conhecer os líderes que estão a dar cartas em Angola e outros países da Lusofonia. Assista à sessão em direto de Luanda, capital angolana.
Comentários