Amnistia Internacional denuncia “trabalhos forçados” em projetos relacionados com o Mundial do Qatar (com áudio)

Dezenas de seguranças denunciaram condições laborais que vão contra as leis daquele país. Chegam a trabalhar durante meses e até anos sem uma única folga. A prática é recorrente em competições da FIFA.

epa09864080 FIFA president Gianni Infantino (L) and the Emir of Qatar Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani on stage at the start of the main draw for the FIFA World Cup 2022 in Doha, Qatar, 01 April 2022. EPA/NOUSHAD THEKKAYIL

A Amnistia Internacional denunciou as condições de trabalho forçado sob as quais estão dezenas de seguranças no Qatar. Num relatório publicado pela organização, são descritas as experiências de 34 empregados de oito empresas de segurança privada, de acordo com a BBC Sport. Destas empresas em causa, pelo menos três providenciaram serviços para a preparação do Campeonato do Mundo em infraestruturas nas quais se incluem, por exemplo, os estádios de futebol.

De acordo com o documento, as leis dos direitos dos trabalhadores daquele país têm sido violadas, com os seguranças a verem negado o direito a um dia de descanso por semana.

Quando tiram um dia de folga, sofrem cortes arbitrários nos salários. Segundo a informação divulgada pela Amnistia, os trabalhadores chegam a trabalhar meses ou até anos sem um único dia de pausa. Uma prática que, ao que tudo indica, tem sido recorrente.

De acordo com os próprios organizadores da competição, “descobriu-se que três empresas não cumpriam uma série de obrigações referentes ao Mundial de Clubes de 2020 e à Taça Árabe do ano passado”, ambas as provas jogadas no Qatar.

O sorteio da fase final da prova decorreu em Doha, capital do Qatar, na passada sexta-feira. O Campeonato do Mundo ser jogado entre 21 de novembro e 18 de dezembro.

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