ANA Aeroportos: Greve da Portway com impacto “reduzido” em Lisboa e residual no Porto, Faro e Funchal

Na altura do pré-aviso de greve, o SINTAC indicou que avançou para a greve porque a empresa, através dos seus administradores pertencentes ao grupo Vinci, “não cumpriu o devido descongelamento de carreiras no passado mês de novembro conforme tinha assinado em 2016”.

Cristina Bernardo

O impacto da greve dos trabalhadores da Portway no aeroporto de Lisboa é “reduzido” e “não é assinalável, até ao momento” nos aeroportos do Porto, Faro e Funchal, disse hoje fonte da ANA – Aeroportos de Portugal.

“A greve convocada pelo SINTAC [Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil] apresenta hoje, até ao momento, um impacto reduzido na operação das companhias aéreas assistidas pela Portway no Aeroporto Humberto Delgado” e “nos aeroportos do Porto, Faro e Funchal os impactos não são, até ao momento, assinaláveis”, indicou à Lusa, por escrito, fonte oficial da ANA Aeroporto de Portugal.

A 20 de dezembro, o SINTAC anunciou um pré-aviso de greve na Portway (empresa de assistência em terra nos aeroportos), para os dias 27,28 e 29 de dezembro nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, e, segundo o SINTAC adiantou este sábado à Lusa, ao final da manhã, a adesão à greve rondava os 70% e tinham sido cancelados três voos – dois da Easyjet e um da Brussels Airlines.

Para além dos cancelamentos de voos em Lisboa, o dirigente do SINTAC adiantou que existiam relatos de que havia “comandantes a fazer folhas de carregamento [de bagagem] à mão desde sexta-feira passada”, estando esses comandantes “a assumir a responsabilidade que devia ser do departamento de ‘load control’ da Portway”.

Fernando Simões referiu que o SINTAC estava com “muitas reservas e muita apreensão sobre a forma e a maneira como estão a ser efetuados os carregamentos”, que estão a ser feitos “na forma do ‘desenrasca’ sem ter os procedimentos de segurança que deveriam estar a ser cumpridos”.

Na altura do pré-aviso de greve, o SINTAC indicou que avançou para a greve porque a empresa, através dos seus administradores pertencentes ao grupo Vinci, “não cumpriu o devido descongelamento de carreiras no passado mês de novembro conforme tinha assinado em 2016”.

O SINTAC referiu que, “como se ainda não bastasse”, a empresa “começou a cortar abonos sociais e direitos adquiridos por todos os seus trabalhadores ao longo de 20 anos, não reconhecendo assim todo o esforço dos trabalhadores ao longo dos anos, e tudo isto com um único objetivo, o de não baixar os seus lucros a fim de poder encher ainda mais os cofres do grupo Vinci”.

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