“Ana Gomes? É boa candidata mas não merece o apoio do PS”, defende Augusto Santos Silva

Sobre o apoio do partido a Ana Gomes, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que é um tema a debater na Comissão Nacional PS a 24 de outubro e que deve ser definido em função de quatro critérios.

Cristina Bernardo

O ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva considerou Ana Gomes “uma boa candidata” à Presidência da República, mas não acredita que devia ser apoiada pelo Partido Socialista (PS).

Quando questionado na noite de terça-feira, na “TVI”, se Ana Gomes seria uma “boa candidata para ser apoiada pelo Partido Socialista”,  Augusto Santos Silva advertiu que eram “duas perguntas diferentes”. “Se a Ana Gomes é uma boa candidata? Na minha opinião sim, enriquece o debate democrático. Se é uma boa candidata para ter o apoio do Partido Socialista, na minha opinião não”, admitiu o governante.

Sobre o apoio do partido a Ana Gomes, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que é um tema a debater na Comissão Nacional PS a 24 de outubro e que deve ser definido em função de quatro critérios.

“O primeiro citério é qual é a avaliação que fazemos do atual mandato do Presidente da República, a minha avaliação (e a avaliação esmagadora dentro do eleitorado do Partido Socialista e vendo o eleitorado português) é que esse mandato foi muito positivo e foi muito importante este equilibro”, assumiu Augusto Santos Silva.

“Segundo critério: saber qual o entendimento que o Presidente da República se vier a ser candidato tem do segundo mandato presidencial”, explicou Augusto Santos Silva lembrando que “o Presidente Marcelo inovou muito no primeiro mandato e bem, na minha opinião, e espero que inove bastante na interpretação que faça do segundo mandato”.

Além da interpretação dos últimos 4 anos, o ministro dos Negócios Estrangeiros mencionou “um terceiro critério que é saber se o candidato Marcelo Rebelo de Sousa se vier a sê-lo e eu pessoalmente espero que ele seja, qual é o entendimento que tem da projeção do Presidente da República”. Nesta matéria, Augusto Santos Sinta é diz que “gostaria que a luta ao extremismo viesse do arco daqueles que são moderados e que compreendem bem o bom senso característico do povo português”.

“Depois há um ultimo critério que é a consonância do Partido Socialista com o seu próprio eleitorado, basta aliás consultar as sondagens para perceber qual é a orientação do eleitorado do Partido Socialista”, assinalou Augusto Santos Silva.

Ana Gomes apresentou a sua candidatura a 10 de setembro e admitiu que esperou que o PS tivesse avançado com um candidato às eleições presidenciais. Apesar de aparentemente não poder contar com os socialistas, Ana Gomes vai ter o apoio do Livre, anunciou o partido a 21 de setembro.

A 16 de setembro, Ana Gomes era a segunda preferida dos portugueses e detinha 14% das intenções de voto, uma subida face aos 8,7% registados em agosto, uma a sondagem, da Intercampus para o Jornal de Negócios, realizada antes da socialista anunciar a sua candidatura. Marcelo Rebelo de Sousa liderava  a sondagem, com um recuo de sete pontos para 60,3% das intenções de voto.

Quanto ao Orçamento de Estado para 2021, Augusto Santos Silva frisou que “tem de ser aprovado pela maioria no parlamento agora acredito que há todas as condições para que essa aprovação ocorra e é muito importante que essa aprovação ocorra” e assegurou que o Partido Comunista Português não está fora das negociações com o Governo.

 

 

Relacionadas

Presidenciais: Quem escolhe é o PS, não é nenhum membro do Governo, diz Pedro Nuno Santos

O ministro das Infraestruturas afirmou hoje que quem decide quem o PS apoia nas eleições presidenciais são os órgãos do partido, não é nenhum membro do Governo, e defendeu que não se deve confundir extremismo com coragem.

Ana Gomes considera “insólitas” intervenções de Marcelo sobre Orçamento de Estado

Ana Gomes acredita que os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o Orçamento de Estado “causa perplexidade porque está é uma matéria que no nosso regime constitucional está cometida ao Governo e à Assembleia da República”.

Ana Gomes defende Paulo Pedroso: “Tenho muito orgulho do papel que tem na minha candidatura”

A ex-eurodeputada socialista e pré-candidata à Presidência da República Ana Gomes assume “orgulho” no apoio ao regresso de Paulo Pedroso à política ativa, depois de ter sido constituído arguido no processo Casa Pia mas não ter sido pronunciado em julgado, e diz que foi vítima de uma “tremenda injustiça”.
Recomendadas

PremiumLeia aqui o Jornal Económico desta semana

Esta sexta-feira está nas bancas de todo o país a edição semanal do Jornal Económico. Leia tudo na plataforma JE Leitor. Aproveite as nossas ofertas para assinar o JE e apoie o jornalismo independente.

Pampilhosa da Serra assina novo contrato para assegurar transporte de passageiros

O município da Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, vai pagar mensalmente mais de 15 mil euros a uma empresa para assegurar o serviço de transporte público de passageiros nas linhas que funcionam atualmente.

Stop diz que Governo continua sem respostas para as reivindicações dos professores

O coordenado nacional do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop) disse hoje que o Governo continua sem dar respostas às reivindicações dos professores, considerando a reunião de hoje desoladora.
Comentários