Anacom anuncia estações remotas de controlo de espectro nas Desertas e Selvagens

O presidente da Anacom salientou a importância da Zona Económica Exclusiva (ZEE) e disse que investimento nessas duas estações remotas trará benefícios ao país.

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), João Cadete de Matos, disse que serão desenvolvidas estações remotas de controlo do espectro, as Desertas e as Selvagens.

João Cadete Matos falava na comissão parlamentar de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, no âmbito do requerimento do PSD sobre cabos submarinos anel CAM – Continente-Açores-Madeira.

“A Anacom vai desenvolver estações remotas de controlo do espectro em duas ilhas que, não sendo habitadas, são muito importantes para a Zona Económica Exclusiva [ZEE], neste caso as Desertas e as Selvagens”, anunciou João Cadete de Matos.

Tratam-se de estações de monitorização do espectro.

O presidente da entidade reguladora apontou a importância da ZEE, a qual, “junto de toda a Zona Económica Exclusiva da Madeira e dos Açores faz com que Portugal tenha a dimensão atlântica que tem e que a Anacom se compromete através deste investimento que vai fazer nessas duas estações remotas também consolidar em benefício do país”.

O PSD no requerimento para audição parlamentar da Anacom criticaram o atraso na substituição dos cabos submarinos, que ligam a Madeira, Açores, e território continental, sublinhando que as novas ligações não devem estar prontas em 2023.

No requerimento os sociais democratas sublinharam que o tempo de vida dos troços de interligação ao continente do atual sistema com configuração em anel CAM, que assegura toda a interligação, “termina de facto no final de 2024 (Açores) e 2025 (Madeira)”. O partido acrescentou que atualmente o tráfego de dados continua “inexoravelmente a crescer”, ao ponto de se causar congestionamento caso não se proceda à “substituição atempada” dos cabos o que iria provocar uma “inevitável degradação” da qualidade de serviço da transmissão.

“A não atempada substituição será verdadeiramente catastrófica se, cumulativamente, existir uma avaria ou falha de um dos lances do anel impossibilitando o escoamento repartido do tráfego”, alerta o PSD.

A secretária regional das Obras Públicas e Comunicações dos Açores, Ana Carvalho, alertava, ao Económico Madeira, em dezembro de 2021, que a substituição dos cabos submarinos era “prioridade máxima”.

Nessa altura já existia o risco de os Açores entrarem em “apagão” se o cabo submarino que liga o território continental às regiões autónomas da Madeira e dos Açores não for substituído em tempo útil. O atual cabo pode tornar-se obsoleto em 2024, no caso da ligação com os Açores, e em 2025, na ligação com a Madeira.

No caso da Madeira a situação é ligeiramente diferente tendo em conta a maioria redundância que existe nestes cabos submarinos face aos Açores.

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