Análise de dados traz mais-valias aos processos financeiros

“Onde o feedback é um pouco dececionante é na falta de correlação entre os dados e a dentificação e gestão de talentos”, alertam os autores do estudo sobre o impacto da informação nos recursos humanos.

E no fim – ou a sustentar todos estes pilares – estão os dados. A recolha e análise de dados é um fator comum nos quatro âmbitos mencionados até então: modelos operacionais, futuro do trabalho, otimização de processos e automação. No que diz respeito à data (informação), os profissionais de serviços partilhados (referenciados no estudo como SSO – Shared Services Organizations) inquiridos confirmam que obtiveram sucessos críticos resultantes de insights analíticos.

As mais-valias sentiram-se mais significativamente em procure-to-pay (30%) – que na gíria tecnológica são os sistemas para os departamentos de compras -, no engagement com o cliente (28%) e, um pouco mais abaixo e a fechar o pódio, em order-to-cash (receber e processar pedidos de clientes para efeitos de receita). Ou seja, maioritariamente processos financeiros e de relação com os clientes, de acordo com o relatório “SSON’s State of the Shared Services & Outsourcing Industry” da consultora de estudos de mercado SSON Analytics (antigo Dart Institute), consultado pelo Jornal Económico.

“Onde o feedback é um pouco dececionante é na falta de correlação entre os dados e a dentificação e gestão de talentos (menos de um em cada cinco reconhece o valor dos dados na gestão de uma pool de talentos e apenas um em cada dez vê seu claro potencial para identificar, desenvolver e otimizar os conjuntos de capacidades críticas de que os líderes de SSO se queixam de estar em falta). Embora isso possa simplesmente refletir a priorização geral de F&A [Finance & Accounting ou Finanças e Contabilidade] sobre os recursos humanos, certamente dá uma abertura para os executivos de RH alcançarem”, lê-se no documento.

Aliás, os serviços partilhados, como sintetiza a página oficial dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, são serviços especializados que as empresas contratam geralmente na modalidade de outsourcing, com o principal objetivo de diminuir os custos fixos de algumas operações. Para tal, há pessoas e centros que se especializam nessas funções corporativas, que podem abranger a contabilidade, os recursos humanos, o financeiro, as Tecnologias da Informação, a área jurídica, vendas, formação, entre outros departamentos. Provavelmente, haverá equipas que estão a ser mais priorizadas que outras.

Ainda assim, os autores do estudo garantem que a “digitalização de dados emergiu claramente como uma prioridade estratégica no relatório SSON do ano passado, o que resultou no facto de mais de um quarto dos SSO terem investido em machine learning baseado em IA e a mesma percentagem priorizou o processamento inteligente de documentos”.

Os peritos acreditam que, juntamente com a tecnologia de conversão de imagem/texto em formato de texto legível por máquinas (um processo tecnicamente conhecido com OCR – Optical Character Recognition), “a possibilidade de alavancar a digitalização de dados no point of entry [“ponto de entrada”] da organização (por exemplo, de um fornecedor ou cliente) promete eficiências muito maiores no processo end-to-end”.

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