Análise XTB. Encomendas caem na Alemanha

Na Europa, escreve a corretora XTB, a queda inesperada das encomendas às fábricas alemãs (o indicador de produção que mede as novas ordens de compra saiu abaixo do esperado (-1.8% vs exp. 0.5%), contribuindo para uma ligeira quebra do índice alemão) alimenta os anseios dos investidores para que Mario Draghi sinalize, hoje, no seu discurso […]

Na Europa, escreve a corretora XTB, a queda inesperada das encomendas às fábricas alemãs (o indicador de produção que mede as novas ordens de compra saiu abaixo do esperado (-1.8% vs exp. 0.5%), contribuindo para uma ligeira quebra do índice alemão) alimenta os anseios dos investidores para que Mario Draghi sinalize, hoje, no seu discurso o aumento de estímulos monetários à economia da zona euro. A este respeito, o mercado soube ontem que, no mês de setembro, o valor total injectado pelo BCE ao abrigo do programa de facilitismo em curso foi de 63 mil milhões de euros – superior à meta estabelecida pelo organismo.

Esta tarde, o FMI avançará com as suas previsões de crescimento para as várias economias e as expetativas de revisão em baixa do PIB na zona euro, devido essencialmente ao abrandamento dos países emergentes, pode alavancar uma decisão mais facilitista de Draghi.

Os índices europeus abriram a sessão com a maior parte das praças a negociar no verde. Lisboa ultrapassa os ganhos de Frankfurt e Paris, com o BCP a liderar novamente os ganhos. A acção do maior banco privado português abriu a ganhar mais de 3%, depois do fecho de ontem acima dos 10%. A principal causa para o aumento expressivo nos últimos dias assenta no abandono da ideia avançada pela Société Générale de que seria necessário um novo aumento de capital para o banco, que levou o título a cotar no mínimo do ano.

O PSI20 segue a contrariar a tendência baixista dos mercados europeus, sendo dos poucos índices a valorizar no dia de hoje, seguindo para a melhor série de valorizações desde Abril. Os títulos que estão a ajudar o índice português para este bom arranque são a Teixeira Duarte, Mota Engil e Impresa. Em sentido contrário encontram-se as cotadas da Pharol e Jerónimo Martins. O sector bancário abriu esta sessão com novos ganhos, no entanto, chegou a desvalorizar e encontra-se neste momento em terreno vermelho.

No país, a atualidade continua a ser marcada pelo sufrágio do passado domingo. O Presidente da República reúne-se hoje com os partidos que conseguiram eleger deputados à Assembleia da República com vista à formação de um novo governo. Crescem por isso as expectativas de que Pedro Passos Coelho venha a ser indigitado para a formação de um novo executivo, refere a corretora XTB na sua análise de hoje.

Do outro lado do mundo, na Ásia, as ações japonesas subiram nesta madrugada de terça-feira, depois do apetite pelo risco ter aumentado após a notícia de um acordo sobre o pacto de comércio “Trans-Pacific Partnership” e desaparecendo as expectativas de que a Reserva Federal vai aumentar as taxas de juros nos Estados Unidos, este ano. O Nikkei ganhou 1% alcançando os 18,186.10 pontos, fechando assim, acima de 18.000 pontos pelo segundo dia consecutivo. As empresas siderúrgicas do Japão lideraram os ganhos do dia, adição de 3% para o subíndice Topix de ferro e aço com a Nippon Steel e Sumitomo Metal a ganhar 4% e JFE Holdings a valorizar 2,9%. O Topix, apesar de não ter sido tão significativo, manteve-se no verde alcançando um ganho de 0,8% e fechou em 1,475.84 pontos e com cinco dos seus 33 sub-índices em território positivo.

Acções

Brasil – a agência de rating Moody´s está determinada em apurar uma perspetiva consolidada sobre o estado da economia brasileira e das suas empresas, organizando uma conferência nesse sentido, para posteriormente actualizar o rating da dívida do país.

Alemanha – Continua a ter algumas dificuldades em termos de procura, como demonstram as encomendas à indústria alemã  (Real -1.8% vs Estimado +0.6%) publicadas esta manhã, um indicador que prejudica esta recente valorização do seu principal índice, o DAX30. Por outro lado, este indicador refere-se aos dados de agosto, uma fase do ano que tem tipicamente um menor volume de negócios, justificado pela desaceleração económica chinesa sentida nesse período.

Air France – a transportadora aérea francesa comunicou a sua decisão de cancelar a encomenda de cinco aviões Boeing, como parte do programa de minimização de custos e optimização de recursos.

MATÉRIAS-PRIMAS

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