Ângelo Correia: “Portugal raramente soube criar valor”

O antigo ministro da Administração Interna e histórico do Partido Social Democrata (PSD), diz que “Portugal raramente soube criar valor”. Durante um almoço-debate, promovido hoje em Lisboa pelo International Club of Portugal, subordinado ao tema “Portugal e o Futuro“, ângelo Correia frisou que é na acção, onde inclui toda a sociedade civil, que reside o […]

O antigo ministro da Administração Interna e histórico do Partido Social Democrata (PSD), diz que “Portugal raramente soube criar valor”.

Durante um almoço-debate, promovido hoje em Lisboa pelo International Club of Portugal, subordinado ao tema “Portugal e o Futuro“, ângelo Correia frisou que é na acção, onde inclui toda a sociedade civil, que reside o único caminho possível para Portugal, até porque “só existe aprendizagem se executarmos as ideias”. Contundente, Ângelo Correia não poupa críticas à “falta de visão estratégica” de Portugal no relacionamento com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmando que Portugal “apesar dos afectos, não soube nem sabe posicionar-se” face a esta comunidade.

“Tenho receio de quem inova muito no discurso, porque a inovação deve ser feita na acção e não no discurso”, afirma Ângelo Correia

Para aquele responsável, Portugal raramente soube criar valor. Quem financiava as nossas viagens no tempo dos descobrimentos nunca foram portugueses, durante muito tempo”. “Mas, Portugal, em 1974 fechou um ciclo. E voltou ao rectângulo. Hoje precisa de se reencontrar”, considera Ângelo Correia.

Para o histórico do PSD a verdadeira revolução por que o mundo está a passar é a da globalização, “a revolução mais dolorosa e mais eficaz. A globalização, o que fez foi grandes assimetrias no mundo”. “Ninguém escapa à globalização, não há regras, países, Estados que sobrevivam afastados do ambiente externo por muito tempo. Bem, tivemos a Albânia, mas viram-se os resultados”, diz Ângelo Correia.

OJE

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