Angola deve 70 milhões à TAP

O Governo tem intercedido junto das autoridades angolanas, pedindo que acelerem os pagamentos à TAP, mas as negociações não têm surtido efeito.

Jacky Naegelen/Reuters

Todos os meses a TAP factura entre seis a sete milhões de euros com a operação em Angola, mas só recebe uma pequena parte do valor. A crise que o país vive está a dificultar o repatriamento de capitais e, no caso da companhia de aviação, a dívida já vai em 70 milhões de euros, avançou hoje o jornal Público.

Em cerca de três meses, os montantes retidos em território angolano cresceram 20 milhões de euros, já que, no final de Agosto, a dívida rondava os 50 milhões. Ao que o PÚBLICO apurou, “têm vindo a ser pagos mensalmente entre um a dois milhões de euros, o que significa que Angola fica a dever a cada mês entre quatro a cinco milhões à transportadora aérea nacional”.

A TAP tem reagido para conter os danos da crise no país. No início de 2015, a companhia de aviação restringiu a venda de bilhetes no país apenas às viagens que se realizem com origem em Luanda e também tem vindo a reduzir a operação. Este ano, começou por cortar o número de voos semanais entre Lisboa e a capital angolana de dez para oito e, agora, só conta com sete.

Segundo o Público, perante a actual insustentabilidade financeira da rota, a administração equaciona medidas mais drásticas, mas tem sido pressionada pelo Governo a manter um mínimo de frequências para garantir que a comunidade portuguesa e as relações diplomáticas entre os dois países não saem prejudicadas.

O Governo tem tentado resolver o problema junto das autoridades angolanas, pedindo que acelerem os pagamentos à TAP, mas as negociações diplomáticas não têm surtido efeito.

Recomendadas

Estudo descarta ligação direta do metrobus à Mealhada

Um estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra para a expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) descarta a ligação direta à Mealhada, por não conseguir competir com a ferrovia.

Spotify lança podcasts em vídeo a nível global

The Big Ones destaca semanalmente as inovações e movimentos estratégicos das empresas que lideram a nova economia.

“2023 será um ano de crescimento nos mercados externos”

O Grupo VAA tem como objetivo globalizar as suas duas marcas principais, Vista Alegre e Bordallo Pinheiro, e identificou sete mercados estratégicos onde está a apostar, explica Nuno Barra.
Comentários