Angola preside à Organização Inter-Africana do Café

Angola assume hoje a presidência da Organização Inter-Africana do Café (OIAC), setor em que o país já foi um dos quatro maiores produtores mundiais e que tenta recuperar da destruição provocada pela guerra civil. Fonte do Ministério da Agricultura de Angola indicou à Lusa que o país assume a liderança durante a 54.ª assembleia-geral anual […]

Angola assume hoje a presidência da Organização Inter-Africana do Café (OIAC), setor em que o país já foi um dos quatro maiores produtores mundiais e que tenta recuperar da destruição provocada pela guerra civil.

Fonte do Ministério da Agricultura de Angola indicou à Lusa que o país assume a liderança durante a 54.ª assembleia-geral anual desta organização africana, que reúne os países produtores de café do continente, que termina hoje em Kampala, no Uganda.

A delegação angolana é chefiada pelo secretário de Estado da Agricultura, José Amaro Tati, estando em discussão neste fórum, entre outros assuntos, as estratégias de desenvolvimento económico e social do setor do café em África.

A OIAC foi fundada em 1960, para promover os interesses dos produtores de café africanos, contando hoje com 25 países membros.

Antes da independência de Angola, em 1975, a produção de café no país rondava as 210 mil toneladas anuais, valor que hoje está reduzido a cinco por cento do total do período colonial.

Em 1973, segundo dados oficiais, as exportações agrícolas de Angola representavam 40% do total, tendo o café o peso principal. Nesse ano, o café representava 27% do total das exportações angolanas e 72% das vendas ao exterior de produtos de origem agrícola.

Na análise do executivo angolano ao setor, feita ao abrigo do Programa de Recuperação e Desenvolvimento do Setor do Café, concluiu-se que a “desarticulação das principais unidades de produção”, entre grandes, médias e pequenas empresas, “que asseguravam cerca de dois terços das exportações”, e a “instabilidade devido à guerra nas principais regiões cafeícolas” provocaram “a diminuição drástica da produção”.

A baixa dos preços do produto no mercado mundial, a “falta de capacidade dos novos gestores das fazendas de café”, após a independência de Portugal, e a redução da força de trabalho contribuíram igualmente para essa redução, afetada ainda pelo abandono de campos de produção devido à guerra, que se prolongou até 2002.

 

OJE/Lusa

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