Angola. Processo de reprivatização da UNITEL já começou (com áudio)

Em outubro, o presidente de Angola anunciou a transferência para o Estado, através de nacionalização, das participações da Vidatel e da Geni na operadora de telecomunicações angolana Unitel, detidas até então por Isabel dos Santos e pelo general Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”.

O Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE) anunciou esta segunda-feira o início do processo de reprivatização da UNITEL, pouco mais de um mês depois de o Estado angolano ter assegurado os 50% das ações da operadora através de decreto presidencial.

“Na sequência do processo de apropriação pública das participações sociais que as empresas Vidatel e Geni detinham na Unitel, S.A, correspondendo a 50% do capital desta, conforme Decretos Presidenciais n.º 256/22 e 257/22, ambos de 28 de Outubro, decorreu na passada sexta-feira, na sede do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), a primeira reunião do grupo de trabalho conjunto para a preparação e implementação do processo de reprivatização da UNITEL, em mercado concorrencial”, é referido numa nota emitida esta manhã na página do IGAPE.

Segundo o mesmo comunicado, o grupo composto por quadros do IGAPE e SNL, entre os quais acionistas, e da UNITEL, vai preparar, numa primeira fase, uma “proposta de estratégia e cronograma de reprivatização, que suporte o competente Despacho Presidencial de autorização de reprivatização e norteie a sua implementação”.

Em outubro, o presidente de Angola tinha anunciado a transferência para o Estado, por via de nacionalização, das participações da Vidatel e da Geni na operadora de telecomunicações angolana Unitel, detidas até então por Isabel dos Santos e pelo general Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”.

“Relembramos que a Unitel, S.A é a maior empresa de telecomunicações móveis de Angola, revestindo-se de excecional interesse público para o estado, dada a posição estratégica do sector, o conhecimento técnico agregado, o perfil tecnológico moderno e a sua referência na empregabilidade nacional”, sublinha o IGAPE.

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