“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas”, afirma CEO do Access Bank

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas participarem no que acreditamos que irá gerar um valor mais forte à medida que África vai emergindo”, explicou Herbert Wigwe, CEO da Access Holding Pics, numa entrevista exclusiva para a Forbes África Lusófona.

O banco nigeriano Access Bank garantiu 51% das ações da Montepio Holding, materializando a sua intenção de comprar o Finibanco Angola com uma participação de controlo, uma operação que Herbert Wigwe, CEO da Access Holding Pics, associa à determinação do grupo em aproveitar oportunidades dentro e fora daquele país localizado no Golfo da Guiné.

“A nossa visão permanece clara como sempre, assim como a nossa determinação em aproveitar oportunidades dentro e fora da Nigéria. Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas participarem no que acreditamos que irá gerar um valor mais forte à medida que África vai emergindo. Continuamos comprometidos em fazer esses investimentos disciplinados e bem estruturados para criar uma plataforma forte e holística que será competitiva, diversificada e atraente nos próximos anos”, explicou o executivo numa entrevista exclusiva para a Forbes África Lusófona.

Segundo a Forbes África Lusófona, a aquisição da instituição está sujeita a aprovações regulatórias na Nigéria e em Angola, estando prevista a sua conclusão no primeiro semestre de 2023, após o cumprimento das condições precedentes.

Em comunicado, o Banco Montepio refere que “o valor de venda terá como referência a proporção atribuível ao Grupo Banco Montepio nos capitais próprios do Finibanco Angola S.A., os quais totalizam 70 milhões de euros com referência a 30 de junho de 2022, e os ajustamentos que vierem a ser apurados no âmbito de uma auditoria com conclusão prevista no segundo trimestre de 2023”.

O documento detalha ainda que, “para o MH e para o grupo mais amplo Banco Montepio, este é um passo importante na sua estratégia de concentrar a sua atividade no mercado doméstico e, ao mesmo tempo, abrir novos caminhos para o futuro do Finibanco Angola, que ajudou a desenvolver durante mais de uma década sob a sua propriedade”.

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