ANJE com concessionária Norscut e Egis escolhem quatro propostas para melhorar autoestrada A24

O valor do prémio em concurso era de 30 mil euros, sendo atribuídos dois prémios por categoria – o valor do 1.º prémio era de 10 mil euros e do 2.º prémio de 5 mil euros.

A Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), em parceria com a concessionária Norscut e a Egis, lançaram um concurso de empreendedorismo para novos conceitos de tecnologia e ambiente a implementar na Autoestrada 24 (A24) – a Autoestrada do Interior Norte, que une Viseu à fronteira espanhola de Vila Verde da Raia -, e os vencedores já foram anunciados.

A iniciativa Concurso A24 “cumpriu o objetivo de estimular o desenvolvimento de novos conceitos e oportunidades de negócio na categoria “Autoestrada e a Tecnologia” e “Autoestrada e Ambiente”. O valor de prémio em concurso era de 30 mil euros”, refere a ANJE.

Os vencedores estão segmentados por categoria. Assim na categoria Autoestrada e Tecnologia o primeiro lugar coube à Smartpath que propõe o posicionamento de balizas com luzes Led (alimentadas por energia solar) para delimitar os ramos nos nós da autoestrada, tendo em conta que na A24 não são iluminados. “O ponto diferenciador foi exatamente o facto de falarmos de um produto que utiliza energia solar”, diz a ANJE.

Em segundo lugar ficou a “Tecnologia sobre rodas”. Trata-se do desenvolvimento de estradas suportadas por tecnologias que promovam maior rentabilidade e menores riscos de perdas humanas. “A ideia consiste na colocação de sensores ultrassónicos de distância e uma matriz de Led informando em tempo real os utentes do desrespeito da distância de segurança e alertando dos desvios de trajetória na via. Pretende-se que a tecnologia garanta mais segurança e melhore o fluxo. Um dos pontos de destaque é o uso de tecnologia 5G”, revela a associação.

No que toca à categoria “Autoestrada e Ambiente”, ficou em 1º lugar a Pavnext. “A ideia consiste na colocação dum equipamento tecnológico no pavimento em zonas delimitadas da autoestrada, gerando energia elétrica através do movimento dos veículos”, lê-se na nota.

A ANJE diz que esta tecnologia permite monitorizar dados de tráfego, contando o número de veículos e medindo a sua velocidade, bem como a energia gerada. É ainda possível aumentar a segurança de zonas sensíveis, uma vez que o equipamento reduz a velocidade dos veículos, através do atrito gerado. Um dos pontos fortes é a contribuição do projeto para a redução de consumos e custos energéticos do local. Falamos de uma tecnologia disruptiva patenteada a nível internacional.

Na mesma categoria ficou em 2.º lugar a I Climate Advisor. Trata-se de uma plataforma para apresentação de previsões meteorológicas precisas para determinados locais. “Propõem a criação de indicadores para efetuar manutenção nas autoestradas ou estimativa de número de veículos – tudo baseado em previsões meteorológicas e com a possibilidade de originar níveis de alerta para os gestores da autoestrada”, refere o comunicado.

O valor do prémio em concurso era de 30 mil euros, sendo atribuídos dois prémios por categoria – o valor do 1.º Prémio era de 10 mil euros e do 2.º Prémio de 5 mil euros.

“A ideia sempre foi conseguir que os projetos pudessem ser testados na A24, com vista à implementação. A gestão do tráfego, da manutenção, do património e dos equipamentos faziam parte das problemáticas em que estes projetos deviam incidir, segundo a associação.

“Queremos divulgar novos talentos. Este é sempre um dos pontos centrais para nós, em todos os projetos. A ideia desta parceria, assim como em outras que a ANJE tem vindo a fazer, é potenciar a entrada no mercado de novos talentos e o empreendedorismo sustentável com preocupação ambiental continua a ser também um dos objetivos que temos em vista”, começa por explicar, Alexandre Meireles, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários, acrescentando que “a inovação é importante e não há áreas ou setores de exceção. Fazemos parte desta iniciativa porque acreditamos que também nesta área há conceitos inovadores e nem sempre existem montras”.

Para a Norscut, este concurso foi “mais um contributo para assegurar um impacto social e ambiental positivo, modernizando e colocando a A24 na vanguarda das melhores praticas e padrões internacionais. A Norscut, enquanto concessionária, investe em melhorias continuas para alcançar um futuro sustentável, procurando introduzir soluções inovadoras com benefícios claros para os utentes e para toda a envolvente da sua autoestrada”.

Esta iniciativa surge numa altura em que a tecnologia é cada vez mais procurada para permitir aos operadores das autoestradas dar uma resposta muito mais rápida aos condutores, nas mais diversas situações.

“Soluções sustentáveis que contribuem para a segurança rodoviária, por exemplo, têm sido uma das grandes apostas nos últimos tempos, nomeadamente, no que respeita a tecnologia que permite detetar, por exemplo, a presença de animais na estrada ou até analisar a deterioração do pavimento, utilizando, para isso, sistemas que têm sempre em vista soluções amigas do ambiente”, avança a ANJE.

Para a Egis, “a segurança e a operação da autoestrada são prioridades que justificam o envolvimento de todos para melhorar o desempenho da sua atividade, aplicando práticas inovadoras e sustentáveis que contribuam para a transição ecológica rumo à neutralidade carbónica. O concurso foi uma oportunidade para atrair os melhores, para gerar conhecimento, aplicá-lo e até, potencialmente, escalar essa aplicação a nível internacional, partilhando boas práticas”.

O júri do concurso foi constituído por seis elementos. A saber, Tim Vieira, CEO da Brave Generation; Stéphane Noirie, diretor de operações da Meridiam; Simão Pereira, Director geral da Norscut; Patrick Viellard, CEO da Egis Road Operation; Paulo Barreto, Diretor geral da Egis Road Operation Portugal e Pedro Guerreiro, Membro do Conselho de Gestão da ANJE.

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