“Este ano será o melhor ano de sempre das Pousadas de Portugal”

Em entrevista exclusiva ao Jornal Económico, José Theotónio, CEO do Grupo Pestana, revela que as Pousadas de Portugal vão fechar 2016 com um EBITDA de cerca de 10 milhões de euros.

O segmento de negócios do Grupo Pestana diretamente relacionado com a gestão das Pousadas de Portugal vai fechar o presente exercício com um EBITDA próximo dos 10 milhões de euros.

“As Pousadas este ano vão ter um ano muito bom, muito positivo, com a crescente procura pelo destino Portugal. As Pousadas de Portugal deverão fechar este ano de 2016 com um EBITDA próximo dos 10 milhões de euros. Será o melhor ano de sempre das Pousadas. Claro que a Pousada de Lisboa veio ajudar bastante nesta subida”, revelou José Theotónio, CEO do Grupo Pestana, em entrevista exclusiva ao Jornal Económico.

José Theotónio explica que houve uma transformação do que é a oferta proporcionada pelo Grupo Pestana no âmbito das Pousadas de Portugal.

“Dantes, em 2003, quando tomámos conta das Pousadas de Portugal, o mercado emissor nacional representava 60% dos clientes, enquanto os restantes 40% vinham dos mercados externos. Com o acabar das ‘pontes’, dos fins-de-semana prolongados e dos feriados, foi o setor das pousadas que mais sofreu com a crise iniciada em 2008. Assim, decidimos inverter a estratégia das Pousadas de Portugal”, avança o CEO do Grupo Pestana.

“Na sua maioria, as pousadas geridas pelo Grupo Pestana já são históricas. As pousadas tradicionais foram sendo descontinuadas.  Hoje em dia, 70% dos seus clientes vêm dos mercados externos, enquanto apenas 30% são do mercado nacional. Enquanto no mercado nacional, o cliente percebia a lógica das pousadas, o turista internacional não percebia como é que saía de um castelo e ia depois para uma pousada regional. E isso levou-nos a mudar a estratégia e a descontinuar as pousadas regionais”, acrescenta José Theotónio.

O CEO do Grupio Pestana sublinha que “é na história que temos feito a aposta”.

“Quanto às pousadas regionais, temos estabelecido ‘franchisings’ e subconcessões com famílias, numa economia diferente, numa economia positiva. Por exemplo, as pousadas de Bragança e de Valença, que eram deficitárias connosco, agora têm bons resultados em regime de ‘franchising’”, admite José Theotónio.

O CEO do Grupo Pestana observa que, “nas alturas de crise, o EBITDA [das Pousadas de Portugal] andava pelos dois, três milhões de euros por ano, mas chegámos a atingir o máximo de 6,5 milhões de euros de EBITDA”.

“É de notar que quando assumimos as Pousadas, o EBITDA era de praticamente zero. Sublinho apenas que em 2003, tudo o que era deficitário nas Pousadas de Portugal era pago pelos impostos, por todos nós”, acrescenta aquele responsável.

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