PremiumAntas da Cunha Ecija cria departamento para ‘fintechs’

A nova of counsel do escritório ibérico, Maria Ruiz de Velasco, irá liderar a equipa de Portugal e Espanha, através de Lisboa.

A Antas da Cunha Ecija lançou pela primeira vez a área de prática de fintech e regulação financeira, fruto de existir já esse trabalho (ainda que sem departamento específico) em Espanha e do currículo da sua nova of counsel, Maria Ruiz de Velasco, ao qual a sociedade não foi indiferente.

Ao Jornal Económico, o managing partner conta que a criação desta área de prática teve um ‘empurrão’ sui generis: o RGPD, dado que o trabalho desenvolvido no último ano em torno deste regulamento permitiu chegar a clientes de grande dimensão que, tipicamente, a sociedade não tinha, como cotadas, seguradoras e bancos, que inspiraram a equipa a ir mais além. “Existem muito poucos players no Direito Digital em Portugal”, afirma Fernando Antas da Cunha.

De acordo com o advogado, o departamento de fintech é uma questão de “posicionamento” e “investimento”, uma vez a assessoria a fintechs no escritório ainda ocupa uma fatia residual da faturação total. “As instituições vão acompanhar estas mudanças quer queiram quer não”, assegura. O sócio assegura que irá brevemente reforçar este departamento com mais uma contratação, ligada ao setor financeiro: “Já temos o perfil mas ainda não sabemos se vem de outro escritório, de um banco ou de um regulador”.

Maria Ruiz de Velasco é o rosto por trás do novo departamento e coordena a equipa de trabalho na Península Ibérica, através de Lisboa. A especialista em Direito dos Valores Mobiliários fez parte do Departamento de Inovação Financeira da CMVM e de instituições financeiras no Reino Unido e em Portugal como Morgan Stanley, LaSalle Investment Management, Alliance Bernstein e o Banco Espírito Santo.

 

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