Antígua e Barbuda. Primeiro-ministro quer referendo à monarquia até 2025

O primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, prometeu convocar, no espaço de três anos, um referendo sobre a transição para uma república, após a morte da rainha Isabel II.

No sábado, Browne assinou um documento confirmando formalmente o estatuto do novo rei britânico, Carlos III, como o novo chefe de Estado do arquipélago das Caraíbas.

No entanto, o primeiro-ministro assegurou que vai trabalhar para um referendo à transição para uma república, como tinha referido no início do ano, durante uma visita do príncipe William às ilhas.

“Este não é um ato de hostilidade nem um qualquer diferendo entre Antígua e Barbuda e a monarquia, mas sim o passo final para completar esse círculo de independência, para garantir que somos verdadeiramente uma nação soberana”, disse Browne à televisão britânica ITV.

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Questionado sobre um prazo para o referendo, o primeiro-ministro disse que “provavelmente” irá acontecer “nos próximos três anos”.

As ilhas de Antígua e Barbuda, que se tornaram independentes em 1981, vão a eleições gerais em 2023, pelo que um referendo deverá aconteceri durante a nova legislatura.

A rainha Isabel II morreu aos 96 anos no Castelo de Balmoral, na Escócia, após mais de 70 anos do mais longo reinado da história do Reino Unido.

Elizabeth Alexandra Mary Windsor nasceu em 21 de abril de 1926, em Londres, e tornou-se rainha de Inglaterra em 1952, aos 25 anos, na sequência da morte do pai, George VI, que passou a reinar quando o seu irmão abdicou.

Após a morte da monarca, o seu filho primogénito, Carlos III, de 73 anos, foi no sábado proclamado oficialmente novo rei do Reino Unido e 14 países da Commonwealth.

Entre estes países, também o Belize e a Jamaica já tinham este ano demonstrado vontade em iniciar a transição para o regime republicano.

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Em novembro, outro arquipélago das Caraíbas, Barbados, tornou-se uma república, pondo fim a 55 anos de monarquia constitucional, com a rainha Isabel II como chefe de Estado.

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