António Castro Henriques lança OPA sobre Soares da Costa Investimentos

A oferta está a ser feita através da Investeder, detida por Castro Henriques e Gonçalo Andrade Santos, e os gestores propõem pagar 2,7 cêntimos por ação da SDC Investimentos. No total, a oferta é de 4,32 milhões de euros.

Lisboa 17/08/2011 – António Costa Henriques, CEO do Grupo Soares da Costa durante a Apresentação dos resultados semestrais do Grupo Soares da Costa.

António Castro Henriques e Gonçalo Andrade Santos, gestores do antigo grupo Soares da Costa, um CEO e outro CFO lançaram uma oferta pública de aquisição (OPA) à SDC Investimentos, empresa detida em 58,8% por Manuel Fino e que e resultou da construtora Soares da Costa.

A oferente é a Investeder dos dois gestores que assim fazem um MBO – Management Buy Out.

A OPA é a 2,7 cêntimos por acção da SDC Investimentos. No total, a oferta é de 4,32 milhões de euros. A família Fino vende.

A SDC Investimentos anunciou antes do comunicado da OPA que vai desfazer-se da área de concessões, constituir uma imparidade para a área de construção e comprar créditos dos bancos no valor de 33,5 milhões de euros.

A Investeder, Investimentos, tem sede em Lisboa, noticiou hoje o anúncio preliminar da OPA.

A socidade dos gestores (detida em partes iguais) tem 5 mil euros de capital social e lança uma oferta geral e voluntária sobre a SDC que tem 160 milhões de euros de capital.

O intermediário financeiro da Oferente e encarregado da assistência à  oferta, é o BCP. O assessor jurídico, segundo soube o Jornal Económico, é a AAA, sociedade de advogados

A SDC Investimentos tem 33% da construtora Soares da Costa (que está em Processo Especial de Revitalização) e imobiliário. Recorde-se que a Investifino era o dona da construtora, mas as dificuldades obrigaram a vender a maioria da construtora ao empresário angolano António Mosquito em 2014.

O valor da OPA é de 4,32 milhões de euros (2,7 cêntimos por acção) e a oferta incorpora um prémio de 12,5% em relação à cotação de fecho do título esta sexta-feira, 23 de Dezembro.

A OPA está dependente da concretização da “alienação das participações indirectamente detidas”.

Foi também anunciado que a empresa acordou a alienação as concessões nas auto-estradas Transmontana e da Beira Interior por um valor que teve como base 126,5 milhões de euros, que fica agora à espera de autorizações. Antes do anúncio da OPA a SDC Investimentos (SDCI), anunciou o processo de reestruturação das responsabilidades financeiras que passa por várias operações. Uma delas é o acordo da sua participada, SDC Concessões, com a sociedade Globalvia Inversiones, para lhe alienar as participações detidas nas sociedades que operam na Concessão da Autoestrada da Beira Interior e na Sub- Concessão da Autoestrada Transmontana, que possibilita a redução do passivo consolidado do Grupo em cerca de 71 milhões de Euros.

Outra é a conclusão de um novo processo negocial com as instituições de crédito credoras do Grupo SDCI, nos termos do qual a SDCI, com a colaboração da sociedade Investéder, acedeu à possibilidade, após efetiva concretização da alienação anterior,  de afetação de uma parte (de cerca de 46 milhões de Euros) do encaixe realizado à regularização de responsabilidades financeiras vencidas. Com vista à reestruturação imediata ou a extinção de outras responsabilidades pendentes no valor de cerca de 39 milhões de Euros.

Esta operação tem em vista ainda beneficiar de um período de carência de capital e de juros, por um prazo de seis meses, relativamente às suas responsabilidades financeiras remanescentes no valor de cerca
de 175 milhões de Euros. E de vir a negociar, no prazo de 6 meses, um plano  de redimensionamento e de reembolso/remuneração das responsabilidades referidas em termos que levem em conta a potencial capacidade do Grupo SDCI de geração de cash flow e o conjunto de responsabilidades efetivas e contingentes que onera o mesmo Grupo; e também obter a exoneração da grande maioria das garantias e responsabilidades que ainda hoje oneram o Grupo SDCI relativamente a obrigações originariamente assumidas pela Soares da Costa Construção, e suas participadas, no valor de cerca de 239 milhões de Euros.

Segundo o comunicado, enviado hoje ao fim do dia, a OPA está condicionada à “efectiva concretização da venda, pela Sociedade Visada, das participações sociais indirectamente detidas pela mesma Sociedade Visada nas sociedades Intevias – Serviços de Gestão, Scutvias –Autoestradas da Beira Interior; MRN- Manutenção de Rodovias Nacionais; Portvias – Portagem da vias, (sociedades que operam no âmbito da Concessão Beira Interior), Auto – Estradas XXI Transmontana, Operestradas XXI, e Exproestradas XXI, S.A. (sociedades que operam no âmbito da subconcessão da Autoestrada Transmontana), nos termos da operação de venda dessas participações sociais já divulgada, nesta data, pela Sociedade Visada”.

Segundo a empresa “a saída da Sociedade Visada do exercício indirecto da actividade de exploração de concessões rodoviárias implicará uma redução substancial do universo de actividades que a Sociedade Visada e as suas participadas directas ou indirectas passarão a exercer”.

“Neste contexto, a Oferente tenciona que a Sociedade Visada e as suas participadas passem a concentrar a sua actividade nas demais áreas de negócio a que actualmente se dedicam, mantendo as grandes linhas estratégicas definidas pelo Conselho de Administração da Sociedade Visada, privilegiando a gestão e a rentabilização do património imobiliário detido”, é dito no anúncio preliminar da OPA.

 

 

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