António Costa assegura que a sua relação com Mário Centeno “foi sempre melhorando”

Em entrevista ao “Público”, o primeiro-ministro não poupa elogios ao ministro de Estado das Finanças, afastando a existência de qualquer “zanga” a propósito do orçamento europeu após as divergências de pontos assumidas no último Conselho Europeu.

Miguel A. Lopes/Lusa

O primeiro-ministro garante que a sua relação com o titular das Finanças “foi sempre melhorando” desde que se conheceram há cinco anos, considerando que seria “muito bom” que Mário Centeno fosse reeleito para a presidência do Eurogrupo.

Em entrevista ao diário “Público”, António Costa não poupa elogios ao ministro de Estado das Finanças, afastando a existência de qualquer “zanga” a propósito do orçamento europeu após as divergências de pontos assumidas no último Conselho Europeu.

“Ao longo deste cinco anos, [a minha relação com Centeno] só foi sempre melhorando, quer pelo conhecimento mútuo, quer, felizmente, também, pelo sucesso coletivo que temos tido”, sublinha o chefe do Governo.

A divergência tornada pública no última reunião europeia “não teve nada a ver com o ministro das Finanças”.

“A divergência não é entre o primeiro-ministro de Portugal e o ministro das Finanças de Portugal”, é “entre Portugal e o Eurogrupo” e é por isso, segundo Costa, que nos últimos dias desde o líder do PSD, Rui Rio, ao BE “toda a gente concordou” que a solução para o orçamento europeu “não é benéfica para Portugal”.

Na entrevista, o chefe do executivo português apoia a reeleição de Centeno para a presidência do Eurogrupo. “Se ele desejar ser reeleito e tiver condições para isso, é muito bom que aconteça. o trabalho global do prof. Mário Centeno no Eurogrupo tem sido francamente positivo”, afirma o primeiro-ministro.

António Costa reitera que o modelo para o orçamento europeu aprovado pelo Eurogrupo “está mal desenhado”, mas considera positivo que o Conselho Europeu possa agora fazer o debate.

“Isso não tem nada a ver com a relação do primeiro-ministro de Portugal com o ministro das Finanças de Portugal, nem com a de António Costa com Mário Centeno. tem a ver com uma posição assumida no Eurogrupo e com a posição de Portugal. O que acho que devemos estar todos satisfeitos é com o facto de termos tido naquela sala dois portugueses, em que cada um cumpriu a sua função”, salienta.

O chefe do executivo português indica ainda que “há imagens televisivas” da sua conversa com Centeno na última reunião europeia em que “se percebe que ninguém está zangado com ninguém”.

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