António Costa congratula-se por acordo alcançado com estivadores

O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira positivo o acordo alcançado com os estivadores do porto de Setúbal, congratulando-se por aquela infraestrutura poder ser agora “plenamente” usada.

Rui Minderico/Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta sexta-feira positivo o acordo alcançado com os estivadores do porto de Setúbal, congratulando-se por aquela infraestrutura poder ser agora “plenamente” usada.

“O Governo manteve permanentemente contacto não só com a Autoeuropa mas como com todas as empresas afetadas […]. É positivo ter-se chegado a um acordo para que Portugal possa usar plenamente aquela infraestrutura em Setúbal”, estimou.

António Costa, que falava aos jornalistas no final do Conselho Europeu em Bruxelas, recordou que foram asseguradas à Autoeuropa “as condições necessárias para exportação” a partir do porto de Setúbal.

“O porto abriu, o barco que chegou para ser carregado foi carregado, as viaturas que eram para ser exportadas foram exportadas. Se não chegaram mais barcos, foi porque não foram encomendados”, argumentou.

O acordo hoje assinado no Ministério do Mar prevê a passagem imediata a efetivos de 56 trabalhadores precários (mais 10 a 37 numa segunda fase, com a assinatura do contrato coletivo de trabalho até ao final de fevereiro) e o levantamento de todas as formas de luta, incluindo a greve ao trabalho extraordinário no Porto de Setúbal.

O acordo põe fim a um conflito com os estivadores precários de Setúbal que recusavam apresentar-se ao trabalho desde o dia 05 de novembro e garante também a prioridade na atribuição de trabalho aos atuais trabalhadores eventuais que não sejam integrados nos quadros dos operadores portuários, face a outros que ainda não estejam a laborar no Porto de Setúbal.

A recusa destes trabalhadores em se apresentarem ao trabalho, o que tecnicamente nem pode ser considerada como uma greve, porque não têm qualquer relação contratual com as empresas do porto de Setúbal, inviabilizou a exportação de 22.000 viaturas produzidas pela Autoeuropa.

Devido à paralisação do porto de Setúbal, a Autoeuropa tem milhares de viaturas parqueadas na Base Aérea do Montijo, no âmbito de um acordo entre a Autoeuropa e a Força Aérea Portuguesa.

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu hoje que a tutela vai continuar a trabalhar “de forma a garantir melhor regulação e supervisão do setor”.

Relacionadas

“Acordo permite eliminação da precariedade e crescimento do Porto de Setúbal”, diz ministra do Mar

Acordo coloca fim à paralisação do Porto de Setúbal. Irão ser integrados 56 trabalhadores no imediato.

Siza Vieira: Acordo com estivadores é “notícia muito importante para a economia”

O acordo alcançado esta sexta-feira prevê a passagem imediata a efetivos de 56 trabalhadores precários (mais 10 a 37 numa segunda fase) e o levantamento de todas as formas de luta, incluindo a greve ao trabalho extraordinário.

Autoeuropa e Operestiva já preparam plano para exportar 22.000 viaturas até fim do ano

A Autoeuropa e a Operestiva já estão a preparar um plano para a exportação de 22.000 viaturas acumuladas durante a paralisação dos estivadores do Porto de Setúbal, confirmaram à agência Lusa fontes oficiais das duas empresas.
Recomendadas

Irão: Impacto das sanções dos EUA prejudica cooperação com Portugal

Mortza Damanpak Jami destaca que as relações comerciais podem sair afetadas, mas as culturais têm-se desenvolvido, com “muitas oportunidades e muitos programas ligados à cultura”.

Respostas Rápidas: como deve investir a pensar na reforma?

Com uma estrutura demográfica cada vez mais envelhecida, as dúvidas em torno da sustentabilidade da Segurança Social no médio-prazo reforçam o papel da poupança privada no rendimento dos portugueses em reforma, pelo que importa compreender os vários instrumentos financeiros ao seu dispor.

Respostas rápidas: é assim que pode ir para a reforma antes dos 66 anos e sete meses

Não tem 66 anos e sete meses, mas quer ir para a reforma? Há vários regimes que permitem a antecipação da pensão de velhice. O Jornal Económico explica, com base num guia do ComparaJá.
Comentários