António Costa diz que em 2023 Portugal tem “seguro de vida” para o preço do gás

O primeiro-ministro disse quinta-feira que, em 2023, o país vai ter um “seguro de vida” para enfrentar as incertezas que o mercado energético enfrenta e que vai garantir uma “rede de segurança” às empresas e às famílias.

FILE PHOTO: Portuguese Prime Minister Antonio Costa smiles as he attends a joint news conference with European Commission President Ursula von der Leyen and European Council President Charles Michel (not pictured) during the European Social Summit in Porto, Portugal, May 8, 2021. REUTERS/Violeta Santos Moura/File Photo

“Vamos ter, em 2023, um seguro de vida relativamente ao aumento do preço extraordinário das energias com as incertezas que existem (…) Aquilo que quero dizer com seguro é que mesmo que o preço do gás duplique durante o próximo ano, o aumento do preço não será superior a 13%. Isto é o seguro que nós temos. Se não duplicar pode mesmo diminuir. Se duplicar, será 13%”, afirmou António Costa.

O primeiro-ministro, que falava em Viana do Castelo, durante um jantar promovido pela SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social do Alto Minho, adiantou que a “rede de segurança” criada pelo “chamado mecanismo ibérico que permitiu que os preços os preços da eletricidade produzida, a partir do gás, em Portugal e em Espanha, tenham estado em média 17 a 18% abaixo do preço” a que estariam sem aquela medida “é absolutamente fundamental para que as empresas possam continuar a laborar com confiança e ter planos de atividade e de negócios que sejam compatíveis com o grau de incerteza” que mercado energético atravessa.

“Infelizmente, não podemos decretar o fim da guerra, não podermos decretar a paz na Ucrânia, mas o que podemos e devemos fazer é criar melhores condições para que as coisas possam continuar a funcionar, a manter o nível de atividade, o nível de emprego e o nível do rendimento das famílias”, referiu.

Para António Costa, o mecanismo ibérico tem permitido “mitigar o impacto dos custos com energia”, e apontou os exemplos de Itália de França “para perceber bem a vantagem que as empresas portuguesas têm tido, neste momento”.

O primeiro-ministro disse manifestou-se ainda “otimista” quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto(PIB), afirmando que o objetivo de “atingir a meta da média de crescimento da União Europeia (UE) e, a partir daí, ambicionar estar acima da média UE é uma belíssima ideia pela qual vale a pena” o país “bater-se”.

“Temos todas as condições para dar continuidade ao que acontece desde 2016. Primeiro crescermos sempre acima da média europeia. A meta da SEDES é a de que atinjamos a média europeia em 2036. Para atingir a média europeia, seja em que ano for, só há uma forma. É, todos os anos, crescemos acima dessa média. Só assim é que a alcançamos”, afirmou perante dezenas de convidados, entre empresários, autarcas e representantes de instituições académicas e da sociedade civil.

Exortou, o país com “todos juntos e unidos”, como durante a pandemia de covid-19, mas sem confinamentos ou máscaras, a “procurar dessa meta, porque essa meta é alcançável”.

“Não é impossível essa quadratura do círculo. É só mantê-la e termos a disciplina de, quando as políticas funcionam, melhorá-las, mas não desistir delas. Perceber que num país, como num município, ou numa empresa entre o momento em que se tem a ideia e o momento em que a ideia se concretiza, é preciso persistir até ela estar concretizada. Umas concretizam-se em seis meses, outras num ano, outras levam dez anos. O que não podemos é desistir. Se a ideia é boa vale a pena batermo-nos por ela”, exortou.

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