António Costa: “É preciso esclarecer o que ocorreu” na Polónia

O primeiro-ministro diz que é preciso “aguardar pela confirmação da origem dos mísseis”, como afirmou o Governo polaco.

António Pedro Santos/Lusa

O primeiro-ministro disse esta terça-feira que “é preciso esclarecer o que ocorreu” na Polónia, um país que está sob alerta desde que há pouco mais de uma hora mísseis alegadamente russos atingiram uma região perto da fronteira com a Ucrânia e causaram,  pelo menos, dois mortos.

“É preciso aguardar pela confirmação da origem dos mísseis”, explicou António Costa, em declarações aos jornalistas, quando questionado sobre os disparos que atingiram a zona de Przewodów.

“Seja qual seja a origem do míssil caia onde caia é sempre um motivo de maior preocupação. O facto de ser num país que estava em paz é uma preocupação acrescida, mas a preocupação não é menor quando os mísseis caem na Ucrânia. Os mísseis que caem na Ucrânia não matam menos pessoas, não ferem menos pessoas, não destroem menos”, alertou o líder do Governo português.

António Costa ressalvou que não iria “dizer mais” do que o “colega polaco”, referindo-se ao homólogo da Polónia, Mateusz Morawieck, e apelou a um esforço coletivo, “para que tão rapidamente quanto possível, a guerra finde e a paz seja restabelecida”. “Qualquer arma de guerra é letal e deve ser evitada”, advertiu esta noite, aos meios de comunicação social, em Lisboa.

O Conselho de Segurança da Polónia marcou uma reunião de emergência. O facto de este país europeu pertencer à NATO deixa a dúvida sobre se se poderá ativar os artigos 4º ou 5º da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Entretanto, o Kremlin veio a público dizer que os destroços encontrados na vila polaca não são de projéteis russos.

Notícia atualizada às 20h41

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