António Costa remete para 2.ª feira medidas para enfrentar inflação porque “a força vem da calma”

António Costa alertou que “a inflação é dos fenómenos económicos mas difíceis de enfrentar, gerir e controlar” e apontou que é também imprevisível o fim da guerra na Ucrânia.

FILE PHOTO: Portuguese Prime Minister Antonio Costa smiles as he attends a joint news conference with European Commission President Ursula von der Leyen and European Council President Charles Michel (not pictured) during the European Social Summit in Porto, Portugal, May 8, 2021. REUTERS/Violeta Santos Moura/File Photo

O primeiro-ministro remeteu para segunda-feira o anúncio das medidas para ajudar as famílias a fazer face ao aumento do custo de custo de vida, afirmando que “a força vem da calma”.

Na conferência de imprensa conjunta com o Presidente da República de Moçambique, com quem esteve reunido no âmbito da V Cimeira Luso-Moçambicana, em Maputo, António Costa foi questionado pela imprensa portuguesa se poderia adiantar algumas dessas medidas de apoio ao rendimento das famílias face à inflação, que serão aprovadas em Conselho de Ministros extraordinário na segunda-feira.

“É necessário assegurar que quer as famílias, quer as empresas têm condições de enfrentar esta situação e é nisso que estamos a trabalhar. E segunda-feira é já quase depois de amanhã”, afirmou.

António Costa alertou que “a inflação é dos fenómenos económicos mas difíceis de enfrentar, gerir e controlar” e apontou que é também imprevisível o fim da guerra na Ucrânia.

“Ninguém sabe quando tempo dura a guerra, só sabemos que todos desejamos que acabe na próxima meia hora, mas não sabemos quando acaba”, ressalvou, fazendo um paralelismo com a pandemia de covid-19.

“A força vem da calma e nós vivemos a nível global uma situação crítica, difícil, para a qual temos de encontrar respostas de solidariedade em termos internacionais, e no caso europeu muitas no âmbito da União Europeia, mas também ao nível de cada estado”, defendeu o chefe de Governo, apontando que é necessário reter a ideia de que “juntos, não deixando ninguém para trás e com muita serenidade, podemos enfrentar os desafios com a dimensão daqueles que estamos neste momento a enfrentar, e que podemos ir encontrando o caminho de proteção coletiva e de superação desta situação”.

Questionado também para quando o anúncio do próximo ministro da Saúde, e ainda sobre proposta de retirada dos gabinetes nacionais da Interpol e Europol da alçada da Polícia Judiciária, o primeiro-ministro defendeu que as questões de política interna tratam-se em Portugal e considerou que “não faltarão oportunidades para responder”.

Hoje, o Presidente da República defendeu que as medidas de apoio às famílias e empresas para fazer face à inflação deveriam ser concertadas a nível europeu, afirmando esperar para ver o pacote que o Governo anunciará.

“Acho que neste momento, em todos os países, tem que se ponderar um conjunto de medidas. O ideal era que fosse concertado a nível europeu, senão aumentam as desigualdades na Europa”, respondeu aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa à saída das Conferências do Estoril, quando questionado sobre o anúncio de Espanha de que vai reduzir o IVA do gás.

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