António Domingues: “O calendário final da capitalização [da CGD] resulta de decisão acionista”

“Quero agradecer a extraordinária experiência profissional, e pessoal, que me deram a oportunidade de viver. Em conjunto com uma extraordinária equipa de profissionais que me acompanhou”, escreve o ainda Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Caixa.

Cristina Bernardo

António Domingues que fica até à chegada de Paulo Macedo, tal como o Jornal Económico avançou, escreveu já uma carta aos trabalhadores da CGD  a fazer o balanço da sua curta presidência do banco (pouco mais de quatro meses). Nessa carta assume o protagonismo do plano de capitalização da CGD e o Plano Estratégico que vai ser implementado por Paulo Macedo e revela que o adiamento do Plano de Recapitalização, que nunca chegou a ser apresentado oficialmente, foi adiado por iniciativa do Governo. tal como o Jornal Económico noticiou em edição anterior todo o Plano de Recapitalização foi adiado para 2017.

“O plano de capitalização da CGD e o Plano Estratégico, construído pelas equipas da CGD, apresentado e negociado com o acionista e com as autoridades europeias, são os produtos visíveis de um programa de trabalho muito intenso que nos ocupou nos últimos meses, com vista a criar as condições para o crescimento sustentado da Caixa Geral de Depósitos. Cumprimos com os objetivos, a capitalização da empresa fora das ajudas de estado, e com os prazos definidos. O calendário final da capitalização resulta de decisão acionista”, escreve António Domingues.

“Foi uma experiência extraordinariamente rica, que não esquecerei”, revela.

A carta começa por se despedir dos colaboradores da CGD. “Este período corresponde, por coincidência, ao final do ano de 2016 e ao fim do meu mandato como Presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva”, diz o banqueiro demissionário.

“Relativamente ao primeiro, quero felicitá-los pelo trabalho realizado e pelos resultados alcançados”, diz António Domingues. “Manter a confiança dos clientes e realizar a maior parte dos objetivos definidos num período particularmente difícil e num enquadramento, no mínimo, desafiante, testemunham o vosso profissionalismo e empenho”, acrescenta na carta.

“Quanto ao segundo, quero agradecer a extraordinária experiência profissional, e pessoal, que me deram a oportunidade de viver. Em conjunto com uma extraordinária equipa de profissionais que me acompanhou”, avança o ainda presidente da CGD.

 

Por fim acaba a carta dizendo: “Aproveito para desejar a todos um próspero ano de 2017 e os maiores sucessos pessoais e profissionais”.

Recomendadas

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas”, afirma CEO do Access Bank

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas participarem no que acreditamos que irá gerar um valor mais forte à medida que África vai emergindo”, explicou Herbert Wigwe, CEO da Access Holding Pics, numa entrevista exclusiva para a Forbes África Lusófona.

Montepio vende Finibanco Angola a grupo da Nigéria

O Acess Bank é uma entidade detida a 100% pela Access Holdings Plc (Access Corporation), um banco comercial que opera através de uma rede de mais de 700 balcões e pontos de atendimento, abrangendo 3 continentes, 17 mercados e 45 milhões de clientes, segundo o Montepio. Valor não foi divulgado.

Lucros do Banco de Fomento sobem 135% para 22,9 milhões de euros em 2021

“Este aumento explica-se, essencialmente, pelo crescimento do produto bancário que passou de 31,89 milhões de euros, em 2020 para 44,69 milhões de euros no ano em análise”, ou seja, subiu 40%.
Comentários