PremiumAntony Blinken viaja à Ásia e África para evitar desastre em novembro

Cambodja, Filipinas, África do Sul, Congo e Ruanda: dez dias para o secretário de Estado Antony Blinken promover a imagem dos Estados Unidos nos continentes onde a China e a Rússia levam vantagem. E que também serve para acautelar as eleições intercalares de novembro.

Depois do flop da Cimeira das Américas – em Los Angeles, em junho passado – onde ficou claro que uma parte substancial dos países da América do Sul conta com as vantagens de uma forte parceria económica e estratégica com a China, o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken acaba esta sexta-feira uma viagem à Ásia e a África: Camboja, Filipinas, África do Sul, República Democrática do Congo e Ruanda. O objetivo é o mesmo: tentar ocupar algum espaço de manobra eventualmente deixado livre pela China (na Ásia e em África) e pela Rússia (em África) e transmitir a ideia de que os Estados Unidos são, para todos os efeitos, o parceiro mais confiável enquanto potência global.

Competindo diretamente com a estratégia económica da China e com as propostas russas cimentadas em torno das energias e do armamento, Blinken sabia antecipadamente que, para além das palavras de circunstância nas conferências de imprensa conjuntas, quaisquer que sejam os ganhos estratégicos decorrentes da viagem, eles só serão claros a médio prazo.

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