Apetite pelo risco é a tónica dos investidores

A Análise de Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal:  Sexta-feira, dia de possíveis ganhos para os mercados financeiros. O apetite pelo risco continua a ser a tónica dos investidores, que ainda ontem permitiram o fecho positivo das sessões americanas e já hoje levaram o japonês Nikkei e o chinês Shanghai Composite a fecharem em […]


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A Análise de Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal: 

Sexta-feira, dia de possíveis ganhos para os mercados financeiros. O apetite pelo risco continua a ser a tónica dos investidores, que ainda ontem permitiram o fecho positivo das sessões americanas e já hoje levaram o japonês Nikkei e o chinês Shanghai Composite a fecharem em terreno positivo. O alívio das quedas sentidas no início da semana, contrastam agora com os fechos positivos fundamentados na convicção cada vez maior de que aumentos da taxa de juro nos Estados Unidos, só em 2016. Essa certeza é alicerçada nas notícias que vêm do exterior. O abrandamento da China começa agora a fazer estragos na maior economia mundial e, por isso, Dudley alertou para os riscos de uma decisão de aumento precipitada.

 

A bolsa nacional abriu em alta pela terceira vez na semana. Os receios de instabilidade política interna estão agora ofuscados pelo optimismo que se sente depois da revisão do outlook da banca portuguesa. A Moddy´s reviu de “negativa” para “estável” as perspectivas para o sector mais massacrado, desde o início da crise financeira. Este fôlego surge após sete anos de nota “negativa” atribuída pela agência. O sentimento depositado no sector permite aprofundar a convicção de que os testes de stress, que se avizinham, serão ultrapassados.

 

O setor energético está a ser beneficiado pela alta do preço do petróleo. Se há umas semanas, as perspetivas de subida das taxas nos EUA, aliadas às noticias de abrandamento da China, puxavam os preços das matérias-primas para baixo, a probabilidade dessa revisão acontecer só no próximo ano, tem levado à respectiva correcção em alta do preço. É o que está a acontecer com o petróleo. Além disso, a OPEP começa finalmente a discutir um corte na produção do ouro negro, abrindo portas para um ajuste do preço. A Galp segue, por isso, a valorizar mais de 2%. Não esquecer que a petrolífera nacional já anunciou que a produção de matéria-prima aumentou este ano, devido à entrada em funcionamento de novos poços no Brasil.

 

 

AÇÕES

 

Nestlé – espera-se que a ação da empresa seja impactada negativamente na abertura do mercado esta manhã, depois de ter comunicado uma revisão das estimativas para 2015 em baixa.

 

Hugo Boss – espera-se que a capitalização bolsista diminua um pouco, depois de a marca ter revisto as suas previsões de lucro em baixa, justificando esta queda com o abrandamento das economias chinesa e norte americana.

 

Sessão Europeia

As principais praças europeias abriram com uma tendência altista, recuperando das perdas do início da semana. Os mercados europeus voltaram assim à sua tendência das últimas semanas, sendo impulsionadas pelas boas prestações dos mercados asiáticos e com a acalmia dos problemas relacionados com a VW. Apesar dos maus dados nos EUA ainda esta semana, os mercados norte-americanos conseguiram reagir e registaram máximos relativos.

 

MATÉRIAS-PRIMAS

ALUMINIUM H4 – suporte ascendente a segurar o preço

Com toda a volatilidade que as praças mundiais têm tido, favorecendo as subidas dos índices e a expectativa de o crescimento voltar a ser estável, as matérias-primas estão a recuperar. Não é garantido que esta recuperação vá durar mais tempo, e por isso activos como o alumínio estão em lateralização. Tecnicamente, este activo encontra-se a consolidar das quedas, num padrão triangular, que se quebrado poderá trazer o preço para novos mínimos. Assim, a ideia é apostar na queda do preço do alumínio, logo que quebrar o suporte ascendente verde, que tem vindo a segurar o preço.

 

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Wall Street começa semana em terreno negativo

O Dow Jones começou o dia em Wall Street a perder 0,23% para 34.269,38 pontos, o S&P 500 a ceder 0,59% para 4.002,33 pontos e o tecnológico Nasdaq a recuar 0,38% para 11.183,44 pontos.