Aplicação da taxa sobre lucros excessivos “vai ter utilidade, apesar de tudo”, admite João Vieira Lopes

A opção de alargar a taxa sobre os lucros excessivos à distribuição continua a gerar críticas, mas a CCP vê algo de positivo, pelo menos, na fora como serão aplicadas essas verbas.

Apesar de “não perceber” o alargamento da taxa sobre os lucros excessivos à distribuição alimentar, João Vieira Lopes entende que o destino planeado pelo Governo para as verbas arrecadadas por esta via vai ter, pelo menos, “utilidade”. Esta posição do presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) foi assumida em declarações ao Dinheiro Vivo.

Ao contrário do que ficou firmado a nível comunitário, o Governo de António Costa decidiu que quer aplicar a taxa sobre os lucros excessivos não só às empresas energéticas, mas também à distribuição, opção que já mereceu duras críticas por parte do sector e que a CCP diz “não perceber”.

Ainda assim, João Vieira Lopes reconhece: “Dentro do alargamento que fez [à distribuição alimentar], a utilização dos fundos – e apesar de nos parecer estranha esta opção – tem pelo menos o aspeto positivo de se aplicar a causas como os consumidores, modernização do pequeno comércio e à requalificação dos profissionais. Achamos que, apesar de tudo, a aplicação vai ter utilidade”. De notar que na proposta que deu entrada no Parlamento indica que as receitas vão ser canalizadas, como já aconteceu noutros países, para apoiar famílias vulneráveis, além de ajudar o pequeno comércio e a restauração, bem como os investimentos em eficiência energética e energias renováveis.

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