Apple. Foxconn vai aumentar a produção de iPhones na Índia

Em causa estão as dificuldades que a cadeia produção enfrenta na China, onde as políticas de confinamento devido ao vírus que provoca a Covid-19 continuam a dificultar o trabalho da Foxconn, a maior fornecedora privada da gigante tecnológica.

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A Foxconn, fornecedora da Apple, tem planos para pôr a trabalhar quatro vezes mais trabalhadores na sua fábrica de iPhones localizada na Índia durante os próximos dois anos. Em causa estão as dificuldades que a cadeia produção enfrenta na China, onde as políticas de confinamento devido à Covid-19 continuam a dificultar o trabalho da empresa, de acordo com fontes contactadas pela “Reuters”.

Na sua fábrica situada no sul da Índia, a Foxconn conta com 17 mil funcionários e pretende reforçar a sua força laboral, chegando aos 70 mil em dois anos.

A empresa produtora, sediada em Taiwan, tem em Zhengzhou, na China, a sua maior fábrica de iPhones, onde trabalham 200 mil pessoas. Ali, têm sido notórias as dificuldades, que levaram a que ontem a companhia desse a conhecer uma baixa nas perspetivas de vendas para o quarto trimestre, nas últimas semanas do ano, nas quais costuma haver maior volume de transações.

A Foxconn tem vindo a aumentar o número de envios de iPhones, alcançando uma quota de mercado de 70% em 2021, revelam os dados da “Reuters”. Este mesmo ano, começou a produzir o iPhone14.

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“Numa situação normal, quase toda a produção do iPhone está a acontecer em Zhengzhou”, disse Ivan Lam, analista da empresa especializada Counterpoint. Não se sabe ao certo como é que o confinamento forçado pela política de zero-Covid afetará a produção, mas é mais um sinal de instabilidade das cadeias de produção no país.

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Políticas zero-covid, com impacto nos stocks, e as tensões agudizadas pela invasão da Ucrânia contribuíram para esta decisão. A tecnológica norte-americana não é a primeira a transferir parte da sua produção para fora da China, naquela que tem sido uma tendência de várias empresas líderes de mercado.
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