APREN considera que COP27 pecou pela falta de um compromisso mais alargado e metas mais ambiciosas

“A APREN congratula os esforços conseguidos por todas as partes envolvidas, mas, face à atual emergência climática, e tendo em conta os planos reforçados da União Europeia, como o Fit for 55 e REPowerEU, era necessário um compromisso mais profundo e alargado em prol de um futuro sustentável”, refere a entidade num nota enviada à imprensa.

A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) considera que a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27) pecou pela falta de um compromisso mais alargado e com metas mais ambiciosas, não deixando, porém, de saudar o acordo estabelecido para criação de fundo de ajuda a países em desenvolvimento.

Numa nota enviada esta terça-feira à comunicação social, a entidade “congratula o acordo estabelecido na COP27, destinado à criação de um fundo para apoiar os países em desenvolvimento, particularmente vulneráveis aos efeitos adversos das alterações climáticas”.

“Porém, ficaram por endereçar vários pontos preocupantes, que impedem uma resposta mais imediata à emergência climática”, é sublinhado no comunicado.

A APREN entende que “apesar dos vários dias de debates e discussão, apenas no dia 20 se chegou às deposições finais, com o estabelecimento de um fundo histórico para perdas e danos”.

“Posto isto, a APREN congratula os esforços conseguidos por todas as partes envolvidas, mas, face à atual emergência climática, e tendo em conta os planos reforçados da União Europeia, como o Fit for 55 e REPowerEU, era necessário um compromisso mais profundo e alargado em prol de um futuro sustentável”, finaliza a entidade.

A conferência anual do clima da ONU, que este ano decorreu em Sharm El-Sheikh, no Egito, entre os dias 6 e 18 de novembro, aprovou uma resolução por unanimidade em assembleia plenária que prevê a criação de um fundo para financiar danos climáticos sofridos por países “particularmente vulneráveis”, numa decisão descrita como histórica.

A resolução enfatiza a “necessidade imediata de recursos financeiros novos, adicionais, previsíveis e adequados para ajudar os países em desenvolvimento que são particularmente vulneráveis” aos impactos “económicos e não económicos” das alterações climáticas.

Entre essas possíveis modalidades de financiamento está a criação de um “fundo de resposta a perdas e danos”, uma reivindicação dos países em desenvolvimento.

As modalidades de implementação do fundo serão elaboradas por uma comissão especial, para serem adotadas na próxima COP28, agendada para o final do próximo ano, nos Emirados Árabes Unidos.

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