APSTE classifica de enganadores os números apresentados pela secretária de Estado do Turismo

A Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques referiu que as empresas do setor registaram uma faturação de 152 milhões de euros até setembro de 2020 por comparação aos 303 milhões de euros no período homologo de 2019, mas a associação diz que os números representam apenas “uma parte do sector e não o seu todo”.

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos realizou no dia 11 de agosto um protesto de sensibilização para a forma como a pandemia afetou a atividade profissional de técnicos de eventos e das empresas do setor | Foto: Facebook da APSTE

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) considerou “enganadores” os dados sobre faturação do sector revelados pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

A APSTE  “considera enganadora ou de uma tremenda falta de noção da realidade a análise apresentada pela Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, a propósito da sua participação numa iniciativa para discutir o estado do setor dos eventos, e insiste na necessidade da criação de um CAE [Código Atividade Económica] único para todas empresas do setor”.

“A representante do Governo referiu que as empresas do setor registaram uma faturação de 152 milhões de euros até setembro de 2020 por comparação aos 303 milhões de euros no período homologo de 2019 ,quebra de 50%”, relata a associação.

Apesar dos dados fornecidos a APSTE aponta que a “análise foi feita apenas com base nas empresas que têm o CAE principal 82300 (organização de eventos). No entanto, a APSTE questiona a relevância destes dados indicando que apenas refletem uma pequena parte do setor”.

O presidente da APSTE, Pedro Magalhães frisa que “não conseguimos entender esta tentativa de fazer passar a parte pelo todo. Os números e análise apresentados são enganadores ou mostram uma tremenda falta de noção da realidade. Não questionamos a veracidade dos números, atenção, apenas a relevância dos mesmos, já que somente representam uma parte do sector e não o seu todo”.

“Como sempre dissemos, e temos vindo a reivindicar, é praticamente impossível aferir a real dimensão do problema enquanto não existir um CAE único para o setor”, afirma Pedro Magalhães.

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