Aquecimento global deixa de ser ameaça à segurança dos EUA, decide Trump

Documento de Estratégia de Segurança Nacional vai ser apresentado esta segunda-feira e, ao contrário do anterior, não define o combate ao aquecimento global como “uma prioridade de segurança nacional”.

Jonathan Ernst/REUTERS

O presidente norte-americano, Donald Trump, excluiu as alterações climáticas da lista de ameaças a nível global que consta no documento de Estratégia de Segurança Nacional, que vai ser apresentado esta segunda-feira. Ao contrário do documento anterior, que definia como prioridade o combate ao aquecimento global, este vai incidir sobre a recuperação da competitividade económica no mundo.

Após ter anunciado a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, tudo fazia prever uma mexida na ideologia expressa no documento que determina qual a estratégia de Segurança Nacional a ser seguida no país nos próximos anos. Tal como esperado, a decisão deve ser agora anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Os Estados Unidos vão continuar a avançar com uma abordagem equilibrada entre a segurança energética, o desenvolvimento económico e a proteção ambiental”, pode ler-se num dos excertos do documento que estão a ser citados pela imprensa internacional.

No documento, os Estados Unidos sublinham que o país necessita de recuperar a sua competitividade económica no mundo e avisam que, “depois de ter sido considerado um fenómeno do século anterior, a grande competição pelo poder voltou”. O combate ao aquecimento global, que o antigo presidente Barack Obama definiu como prioridade no campo na segurança nacional, dará lugar à luta pelo pódio no que toca ao desenvolvimento económico.

“Os Estados Unidos precisam de repensar a política seguida nas últimas duas décadas – políticas baseadas na suposição que a cooperação com países rivais e a sua inclusão nas instituições internacionais de comércio global os transformaria em atores benignos e em parceiros fiáveis. Em grande parte, esta premissa viria a revelar-se falsa”, considera Donald Trump no documento.

 

 

 

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