Aquisições e Fusões: a tendência de negócios em 2017

Depois de 2016 ter sido um dos melhores anos para a concretização de negócios, é expectável que as áreas de M&A (Aquisições e Fusões) continuem a crescer em 2017, como forma rápida de inovação e globalização, trazendo os executivos para a mesa de negociações

No entanto, esta aposta exige uma maior atenção ao contexto atual tendo em conta as cinco grandes tendências que a EY acredita que irão definir o mercado em 2017.

A primeira é a preparação para o futuro, com as organizações a adaptarem-se à transformação digital e às novas preferências dos consumidores. De todos os negócios realizados no ano passado, 9.616 foram transações entre diferentes setores num valor combinado de 937 mil milhões de dólares  – um valor 11% superior a 2015 – indicando que os empresários apostam já em inovação com o intuito de reinventar o seu negócio e setores de atuação.

A segunda tendência relaciona-se com as transações multifronteiriças. O ano passado registou 8.737 transações multifronteiriças com um valor combinado de 1.3t de dólares (37% do valor total). Em 2017, é expectável que outros países se juntem à corrida a negócios que permitam assegurar o crescimento e as cadeias de fornecimento, apesar da crescente incerteza geopolítica.

A moeda e a sua influência é a terceira tendência. Isto porque o timing das oportunidades de negócio pode ser afetado pelas oscilações dos valores das moedas e a pressão para a descida da libra britânica e do euro podem tornar os ativos europeus mais atrativos.

Contudo, empresas europeias com cash flows em moeda estrangeira – especialmente em dólares americanos – estarão numa posição privilegiada, que lhes proporcionará mais oportunidades de negócio.

A regulação é a quarta das tendências que os empresários e investidores devem considerar. 2016 registou um record de negócios cancelados por questões relacionadas com regulamentação ou falta de confiança. Em 2017, a regulamentação nas operações de M&A irá estar em destaque, sobretudo nos EUA onde o resultado das eleições presidenciais pode levar a maior desregulamentação.

Por último, a  aceleração da reciclagem de portfolio. Em 2017, as organizações vão, muito provavelmente, aumentar as aquisições fora do seu setor de negócio principal, em resposta ao aumento da competitividade e com o objetivo de ganhar novos clientes e aumentar a sua oferta de produtos.

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