Arábia Saudita está preparada para compensar a diminuição da oferta de petróleo e mantém Rússia na OPEP+

A aliança de produção de petróleo OPEP+ irá reunir-se hoje para discutir um acordo e um possível aumento na produção para responder aos crescentes pedidos ocidentais por um aumento mais rápido da produção com vista a escalada de preços de petróleo. A OPEP+ não isentará a Rússia do acordo de produção.

9 – Emirados Árabes Unidos

A Arábia Saudita deu indicações aos países ocidentais que está preparada para aumentar a produção de petróleo caso a produção da Rússia caia substancialmente sob o peso das sanções, avança o “Financial Times”.

Uma notícia que é também relatada no jornal “Arab News”. A OPEP+ está a trabalhar para compensar uma queda na produção de petróleo russa, já que a produção da Rússia caiu cerca de 1 milhão de barris por dia nos últimos meses como resultado das sanções ocidentais a Moscovo por causa da Ucrânia, avança o jornal árabe.

A aliança de produção de petróleo OPEP+ irá reunir-se hoje para discutir um acordo e um possível aumento na produção para responder aos crescentes pedidos ocidentais por um aumento mais rápido para reduzir a escalada de preços de petróleo.

Depois de o Wall Street Journal ter noticiado que a OPEP+ poderia deixar a Rússia de parte no cumprimento das quotas de produção, os jornais de hoje avançam com outra versão. A CNBC está hoje a noticiar que a OPEP+ não isentará a Rússia do acordo de produção, citando Amrita Sen, da Energy Aspects.

Na terça-feira, a Arábia Saudita e a Rússia elogiaram o nível de cooperação dentro da OPEP+ depois de o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se ter encontrado com o príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, em Riad.

Segundo o FT o ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, meio-irmão do príncipe herdeiro, enfatizou que ainda vê a Rússia como um parceiro crítico na aliança OPEP+.

Ainda ontem a Rússia e os produtores de petróleo do Golfo reafirmaram o seu apoio à aliança OPEP+, disse Moscovo um dia antes de o grupo ratificar outro modesto aumento de produção para julho face ao aumento dos preços do petróleo.

O Brent está neste momento a cair 2,11% para 113,8 dólares o barril, ao passo que o crude WTI recua 1,93% para 113,04 dólares.

A desvalorização acentuada das cotações do petróleo está a impulsionar as bolsas esta quinta-feira, com o mercado a avaliar que este desfecho pode representar um alívio nas pressões inflacionistas.

Os receios de uma escassez total de oferta de petróleo aumentaram depois de a UE lançar outra rodada de sanções contra a Rússia, incluindo a proibição de importar cargas marítimas de petróleo russo para o bloco. A UE também fechou um acordo com o Reino Unido para barrar o seguro de navios que transportam petróleo russo ainda este ano, uma medida que analistas dizem que provavelmente reduzirá severamente a capacidade de Moscovo de redirecionar petróleo para outras regiões.

Citando uma fonte diplomática, o FT avança que houve discussões sobre um aumento imediato na produção da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que pode ser anunciado na reunião da OPEP+ desta quinta-feira. Mas nada ainda foi finalizado e a OPEP+ ainda pode manter o seu plano de produção que está em vigor desde o início da crise do Covid. Os aumentos de produção programados para setembro seriam antecipados para julho e agosto, disse a fonte, embora o grupo tenha que aprovar a mudança.

A Arábia Saudita, o maior produtor da OPEP, rejeitou anteriormente os pedidos de Washington para aumentar a produção de petróleo em mais do que os aumentos graduais acordados como membro do grupo OPEP+, que inclui a Rússia.

O presidente dos Estados Unidos visita a Arábia Saudita neste domingo.

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