Áreas da energia, turismo e construção interessam a Portugal e Brasil

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou à Lusa que existe vontade de Portugal e do Brasil em aprofundar as relações económicas nas áreas de Energia, turismo e construção.

“Há interesses de ambos os lados, na área energética, na área do turismo, da construção, estas áreas setoriais importantes para a economia portuguesa, mas também importantes para a economia brasileira”, afirmou Paulo Cafôfo, num balanço da sua viagem ao Brasil, que começou no dia 27 de janeiro e que termina hoje.

A relação económica foi uma vertente muito relevante nesta viagem, havendo “oportunidades para ambos os países”, frisou, recordando que em abril decorre a Cimeira Luso-brasileira, que agrega um fórum económico e que dará “boas perspetivas e uma melhoria destas áreas para ambos os países”.

Na sexta-feira, em Salvador da Baía, no último destino da visita oficial por quatro estados brasileiros, esteve reunido com o governador daquele estado, Jerônimo Rodrigues, que avançou a Paulo Cafôfo estar “prevista uma missão empresarial” a Portugal.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas prometeu ainda continuar a acompanhar a eficiência dos serviços consulares, recordando que capacitou os consulados do Rio de Janeiro e São Paulo com mais quadros para dar resposta ao crescimento de pedidos de nacionalidade e de atos consulares.

A comunidade brasileira em Portugal é a maior e a que tem mais crescido nos últimos anos. De acordo com os últimos dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), estão em Portugal 233.138 brasileiros.

A criação de um visto de duração limitada que permita a entrada legal de imigrantes em Portugal com o objetivo de procura de trabalho colocou ainda mais pressão sobre os consulados do país, daí a necessidade de o Governo português ter reforçado, num concurso agendado para fevereiro, com cinco funcionários no Rio de Janeiro e outros tantos em São Paulo.

Durante os encontros com as comunidades portuguesas em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Belo Horizonte e Salvador da Baía, o governante apelou às associações portuguesas no Brasil que se candidatem a receber apoio financeiro dos programas de incentivo do Governo.

Na sua opinião, as associações portuguesas no Brasil são muito fortes, não apenas em património próprio, mas também na dinâmica que imprimem à comunidade, pelo que merecem receber apoio diretamente do Governo português.

A primeira viagem oficial de Paulo Cafôfo enquanto secretário de Estado das Comunidades Portuguesas teve uma agenda dedicada às áreas da educação, cultura, social e economia, e encontros com representantes das comunidades portuguesas e conselheiros das comunidades, empreendedores e empresários portugueses e brasileiros, bem como visitas a instituições associativas.

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O Presidente da República disse que “houve contactos bilaterais muito, muito intensos e variados”, durante os trabalhos da 28.ª Cimeira Ibero-Americana. Já o primeiro-ministro referiu que a expectativa de que na presidência espanhola da União Europeia, no segundo semestre deste ano, seja possível avançar com o acordo com o Mercosul, que qualificou como “o mais importante acordo económico que pode existir”.

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Sobre as relações com o chefe de Estado, o primeiro-ministro respondeu: “Se mesmo quando não temos pontos de vista coincidentes na política interna a relação pessoal é boa, em matéria de política externa onde as posições são absolutamente coincidentes a relação só podia ser melhor ainda”. António Costa enquadrou as “divergências políticas sobre casos concretos” como algo “absolutamente normal” que “tem a ver com as funções próprias de cada um” e concluiu que, “portanto, não há nenhuma anormalidade”.

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