Arranque do novo ano letivo marcado pela falta de professores

O ano letivo é novo, mas os problemas, principalmente com a escassez de professores, continuam a ser os mesmos como referiram ao JE o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, e o presidente da Fenprof, Mário Nogueira.

FERNANDO VELUDO/LUSA

Esta semana começou o arranque do novo ano letivo e apesar de ser o primeiro livre de restrições da pandemia de Covid-19 não está livre de problemas que já são antigos, como é o caso da falta de professores, como explicaram ao Jornal Económico (JE) o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, e o presidente da Fenprof, Mário Nogueira.

Ao JE Filinto Lima admitiu que “os diretores das escolas públicas portuguesas de tudo fizeram nos últimos meses para que o ano letivo decorra da melhor forma possível”. Ainda assim, diz ter registado “que, em algumas regiões e em algumas disciplinas, há uma nuvem muito cinzenta que tem que ver com a escassez de professores”.

“Algumas escolas já estão fazer o concurso de oferta de escola para resolver rapidamente aquilo que o sistema de colocação de professores não resolver porque já não há professores nalgumas regiões do país para alguns grupos disciplinares”, contou o presidente da ANDAEP.

Para Filinto Lima é preciso “combater todos em conjunto um problema que é estrutural e que já tem muitos anos que é a escassez de professores”. “É preciso que o ministro das finanças também ajude o seu colega da educação”, completou.

Do lado da Fenprof, Mário Nogueira enalteceu ao JE que “a questão da falta de professores não se resolve ou disfarçando problemas”. “O senhor ministro dizia que havia 600 horários a preencher e estimamos que este número possa ser superior”, destacou.

“Normalmente à terça feira é sempre o dia pior, ontem estavam 990 horários na plataforma de ofertas de escola dos quais 447 para grupos de recrutamento e depois os restantes para técnicas especiais. Isso significava que se hoje já houvesse aulas no país inteiro tínhamos 55 a 60 mil alunos sem os professores todos, mas o problema agrava-se na primeira e segunda semana”, frisou o líder da Federação.

De recordar que a 12 de agosto, o ministro da Educação, João Costa, anunciava que “quase 100% dos horários têm professor atribuído”, mas avisava que “daqui até ao arranque do ano letivo” existiriam “novas necessidades” que poderiam surgir.

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