Arrendar um T5 em Portugal já custa mais de quatro mil euros

Esta tipologia registou um aumento de 31% em outubro, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Estudo da Imovirtual revela um aumento da renda em todas as tipologias. Em Évora, o valor da renda de um T0 subiu 273%.

Margarida Grossinho

Os preços médios de arrendamento em Portugal registaram aumentos em todas as tipologias com particular destaque para os T5 que em outubro verificaram um crescimento de 31% face ao mesmo mês do ano anterior, fixando-se agora nos 4.323 euros, de acordo com os dados do portal Imovirtual divulgados esta sexta-feira, 11 de novembro.

Já as tipologias T4 tiveram uma subida de 28% para 2.567 euros, os T2 aumentaram 12%, passando a ter uma renda média de 1.017 euros, seguindo-se um aumento de 10% nos T1, que passam a custar por mês 803 euros. Já os T3 cresceram 5% e os T0 3%, com as rendas a fixarem-se, respetivamente, nos 1.365 euros e 660 euros.

Analisando cada tipologia por distrito, no mês de outubro, Évora foi aquele que registou o maior aumento da renda em outubro (+273%), face ao ano passado, passando dos 415 euros para 1.550 euros. Já em relação ao mês de setembro, a renda subiu 10% a nível nacional, sendo que Beja (79%) teve o maior crescimento. Por sua vez, Viana do Castelo é o distrito com a maior quebra do preço médio de arrendamento em outubro (-91%), em relação ao ano anterior e ao mês de setembro (-29%).

Em relação às tipologias T1, Guarda foi o distrito com o maior aumento do preço médio de arrendamento, face a outubro de 2021 (+43%), quando o valor era de 223 euros. Já em comparação com setembro, quando a renda média se fixava nos 786 euros, verificou-se um ligeiro aumento de 2% a nível nacional. O distrito de Portalegre teve o maior aumento (+11%), enquanto Bragança, registou a maior quebra do valor médio de arrendamento em outubro (-5%), face a setembro, descendo dos 367 euros para os 350 euros.

Nas tipologias T2, surge novamente Beja onde o valor aumentou 186% (de 508 euros para 1.450euros), sendo Portalegre o distrito com a maior quebra do preço médio de arrendamento em outubro (-8%), em relação ao ano passado.

Face a setembro, a renda aumentou 6%, com o distrito de Beja a ser novamente aquele com o maior aumento de renda (49%), comparativamente ao mês de setembro. Évora apresentou também o maior decréscimo do preço de arrendamento (-4%), face ao mês de setembro.

Olhando para as tipologias T3, o distrito de Viana do Castelo apresentou a maior subida da renda (48%) nos últimos 12 meses. Em relação a setembro, a renda média aumentou 2%, com Beja a ter o crescimento mais expressivo (37%), com as rendas a custarem agora 661 euros.

Em sentido inverso, a Guarda é o distrito com a maior quebra do preço de arrendamento em outubro, em relação ao ano anterior (-23%) e ao mês de setembro (-11%).

Nas tipologias T4, Castelo Branco (+65%), Guarda (+63%) e Viseu (+53%) foram os distritos que registam a maior subida do valor médio de renda. Em relação ao mês setembro, o preço de renda de um T4 aumentou +13%, com destaque para Castelo Branco que teve uma subida de 69%.

Finalmente as tipologias T5 teve aumentos expressivos em Viseu (278%), Viana do Castelo (167%), Castelo Branco (97%), Coimbra (51%) e Lisboa (50%). Por outro lado, os T5 em Leiria apresentaram a maior quebra do preço médio de arrendamento em outubro (-17%), em relação ao ano passado.

Face ao mês de setembro, o preço de renda de um T5 aumentou 6%, com destaque para Viana do Castelo (+325%), enquanto Santarém teve o maior decréscimo do preço de arrendamento (-26%), face ao mês de setembro.

Ricardo Feferbaum, diretor-geral do Imovirtual, refere que “o aumento de preços do imobiliário, no geral, pode estar a levar os consumidores a apostarem no arrendamento, pois a compra está mais inacessível financeiramente. Como temos vindo a referir, a procura por T0 também tem vindo a aumentar cada vez mais, uma consequência direta da realidade económica que estamos a viver e que em muitos casos faz com que pessoas individuais ou casais procurem casas mais pequenas como alternativa”.

Recomendadas

Just a Change está a angariar fundos para reabilitar casas em Portugal

O objetivo passa não apenas por melhorar as condições habitacionais, mas também gerar impacto em áreas como a saúde, segurança, conforto e bem-estar.

Declaração anual de rendas passa a ser entregue apenas por via eletrónica

A declaração anual de rendas, apresentada pelos senhorios que não passam recibos eletrónicos, vai deixar de poder ser entregue em papel, passando a ser entregue apenas por via eletrónica, segundo um despacho agora publicado.

Larfa Properties investe 77 milhões para dar uma nova vida ao complexo do Convento do Beato

Deste investimento global – que integra a reabilitação do edifício do Convento do Beato – há 50 milhões de euros que se destinam à requalificação do Beato Quarter, um projeto residencial de elevada qualidade que visa aumentar a oferta habitacional nesta área emergente da capital, anuncia a empresa.
Comentários