As célebres frases do líder político de Cuba

Até os mais críticos reconhecem que o homem que liderou a Revolução Cubana é um grande orador.

1. “Quanto a mim, sei que a prisão será dura como nunca foi para ninguém, cheia de ameaças, de enfurecimento ruim e covarde, mas não a temo, como não temo a fúria do tirano miserável que arrancou a vida de 70 dos meus irmãos. Condene-me, não importa, a história me absolverá“. A frase mais marcante e uma das primeiras que o público conheceu. Fidel Castro, enquanto um jovem revolucionário de apenas 26 anos, pronunciou a sua mais célebre frase, durante a sua própria defesa, no julgamento do ataque ao quartel Moncada de Santiago de Cuba, a 26 de julho de 1953.

 

Fidel foi condenado no dia 16 de outubro daquele mesmo ano. Depois de passar 22 meses na prisão, foi libertado graças a uma anistia, e partiu para o exílio no México.
2. “Se saio, chego; se chego, entro; se entro, triunfo”. Segundo os que conviveram com Fidel durante o exílio no México, esta foi a frase mais repetida pelo revolucionário antes de partir, em 1956, para a luta guerrilheira em Cuba e derrotar Fulgêncio Batista.
Esse otimismo era uma das suas características marcantes. Fidel sempre disse que, para ser revolucionário, não se pode ser pessimista.
3. “Vou bem, Camilo?” – A pergunta foi colocada ao companheiro de guerrilha e um dos seus colaboradores mais próximos, Camilo Cienfuegos, no dia 8 de janeiro de 1959, enquanto fazia o seu primeiro discurso para o povo cubano, após a vitória da revolução. “Vai bem, Fidel”, respondeu Cienfuegos, posteriormente aplaudido pelo público.
4. “Se queremos falar como queremos que sejam nossos combatentes revolucionários, nossos militantes, nossos homens, devemos dizer sem hesitação de nenhuma espécie: Que sejam como o Che! Se queremos falar como queremos que sejam os homens das futuras gerações, devemos dizer: Que sejam como o Che! Se queremos dizer como desejamos que sejam educadas nossas crianças, devemos dizer sem vacilar: Queremos que sejam educados no espírito do Che!”.
Nove dias após a morte de Che Guevara, na Bolívia, o líder cubano participou de uma vigília em homenagem ao guerrilheiro argentino, na Praça da Revolução, onde definiu Che como “um exemplo” e “modelo ideal” para Cuba.
5. “Tenho um colete moral (…) que tem me protegido sempre”.
Em 1979, um jornalista perguntou a Fidel Castro sobre um boato de que ele “sempre estava protegido pela roupa”.

“Que roupa?”, perguntou de volta Fidel, já se preparando para abrir a camisa.

“Todo mundo diz que você tem um colete à prova de balas”, respondeu o jornalista.

“Não. Vou a desembarcar assim em Nova York. Tenho um colete moral que é forte. Este tem me protegido sempre”, respondeu o líder cubano rindo, enquanto abria a camisa e mostrava o peito.

6. “Todos os inimigos podem ser vencidos”. Em 1995, durante uma entrevista na missão cubana das Nações Unidas, com a apresentadora de origem cubana María Elvira Salazar para o canal americano Telemundo, Fidel Castro respondeu, desta forma, a uma pergunta que questionava quem ele considerava seu pior inimigo.

“Meu pior inimigo? Acho que não tenho inimigos piores, porque acredito que todos os inimigos podem ser vencidos.”

7. “Que os vizinhos do norte não se preocupem, não pretendo exercer o meu cargo até os cem anos“, disse Fidel Castro, em Bayamo, no dia 26 de julho de 2006, num discurso para o Dia da Rebeldia Nacional.

Cinco dias depois, no dia 31 de julho, ele anunciou que deixaria temporariamente o poder por motivos de saúde. Ele tinha se submetido a uma operação e o irmão dele, Raúl, assumia o poder.

8. “Não tenho nem um átomo de arrependimento”

De acordo com o livro Cem Horas com Fidel, o líder explicou ao jornalista espanhol Ignacio Ramonet,”Cometi erros, mas nenhum estratégico, simplesmente tático. Não tenho nem um átomo de arrependimento pelo que fizemos em nosso país”.

9. “Hoje guardo uma lembrança especial do melhor amigo que tive em meus anos de político ativo – que, muito humilde e pobre, formou o Exército Bolivariano da Venezuela – Hugo Chávez Frias”, afirmou Fidel, lamentando a morte do seu amigo e presidente da Venezuela, em 2013.

“Homem de ação e ideias, um tipo de doença extremamente agressiva o surpreendeu e o fez sofrer muito, mas enfrentou com grande dignidade e com uma dor profunda para familiares e amigos próximos que tanto amou. Bolívar foi seu mestre e o guia que orientou seus passos na vida. Ambos reuniram a grandeza suficiente para ocupar um lugar de honra na história humana”, despediu-se o político cubano.

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