As oito áreas de intervenção prioritárias, segundo Jerónimo

O secretário-geral do PCP definiu hoje oito áreas de intervenção prioritárias no atual quadro político, entre as quais constam a redução da carga fiscal dos trabalhadores, a valorização dos direitos no trabalho e dos serviços públicos.

Os “oito aspetos prioritários” de intervenção política comunistas foram apresentados por Jerónimo de Sousa no seu discurso de abertura do XX Congresso, que decorre em Almada.

“Defesa de uma política de justiça fiscal que alivie a carga fiscal sobre os rendimentos dos trabalhadores e do povo e rompa com o escandaloso favorecimento do grande capital”, apontou o secretário-geral do PCP, numa alusão ao tema da reforma fiscal, cuja mudança o atual Governo socialista remeteu para 2017, com incidência no ano fiscal de 2018.

Na parte do chamado Estado social, Jerónimo de Sousa disse que o PCP vai exigir “uma administração e serviços públicos ao serviço do povo e do país, valorizando o Serviço Nacional de Saúde como serviço geral, universal e gratuito, uma escola pública gratuita e de qualidade e um sistema de Segurança Social público e universal e a cultura”.

A “valorização do trabalho e dos trabalhadores, assente no aumento dos salários, no pleno emprego, na defesa do trabalho com direitos, no combate ao desemprego e à precariedade, com maiores reformas e pensões” e, por outro lado, a “defesa e promoção da produção nacional e dos setores produtivos (…), que coloque os recursos nacionais ao serviço do povo e do país e reduza os défices estruturais”, foram outros dois objetivos enunciados pelo secretário-geral do PCP.

Entre as oito áreas prioritárias do PCP, Jerónimo de Sousa colocou pontos em que se verificam divergências profundas com o executivo socialista, como a intenção dos comunistas de “libertar” Portugal da “submissão ao euro e das imposições e constrangimentos da União Europeia”, a par com a “renegociação da dívida pública, nos seus prazos, juros e montantes”, tendo em vista garantir “um serviço da dívida compatível com as necessidades de investimento público, desenvolvimento e criação de emprego”.

Jerónimo de Sousa apontou ainda como metas a luta pelo controlo público da banca e a recuperação para o setor público dos setores básicos estratégicos da economia”.

No plano político-institucional, o líder comunista definiu como preocupação central do PCP a “defesa do regime democrático e do cumprimento da Constituição da República Portuguesa, o aprofundamento dos direitos, liberdades e garantias, o combate à corrupção e concretização de uma justiça independente e acessível a todos”.

“Hoje estará mais claro aos olhos dos trabalhadores e do povo que não é só necessário mas possível criar as condições para afirmar a alternativa”, sustentou o secretário-geral do PCP, numa referência ao quadro de relações do seu partido face ao Governo minoritário do PS.

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