“As vacinas ajudarão a longo prazo mas não devem ser um requisito para viajar”, diz conselho mundial de turismo

“As viagens internacionais já podem recomeçar com risco mínimo e uma combinação de regimes de testes eficazes e protocolos de higiene robustos”, garante a WTTC.

O Conselho Mundial de Turismo e Viagens (em inglês, WTTC – World Travel and Tourism Council) concluiu que as vacinas vão ser importantes para o setor, mas considerou que “não devem ser um requisito para viajar”.

“As vacinas ajudarão a longo prazo, mas não devem ser um requisito para viagens. As viagens internacionais já podem recomeçar com risco mínimo e uma combinação de regimes de testes eficazes e protocolos de higiene robustos”, aponta a WTTC.

A necessidade para que o sector ultrapasse a crise motivada pela Covid-19 é grande e a WTTC em conjunto com o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI, sigla em inglês), o Fórum Economico Mundial (WEF, em inglês) e a Câmara Internacional do Comércio (ICC, sigla original) “afirmam que o mundo não pode esperar pelo lançamento das vacinas COVID-19”.

“O WTTC reconhece que a saúde pública é fundamental e dá as boas-vindas ao recente lançamento de vacinas que mudam o jogo, que a longo prazo desempenharão um papel importante no combate ao coronavírus e em restaurar as viagens internacionais”, explica o Conselho Mundial de Turismo e Viagens.

Para o WTTC, a imposição de vacinação para viajar “atrasará ainda mais o renascimento do setor de Viagens e Turismo que já está afetado, que precisa reiniciar agora para se salvar salvar, bem como milhões de empregos no setor e a economia global”. Uma sondagem recente do WTTC revela que 174 milhões de empregos do sector das viagens e turismo globais estão ameaçados.

“As vacinas COVID-19 seguras e eficazes serão essenciais para combater a COVID-19 e restaurar a confiança das pessoas para interagir umas com as outras. No entanto, vai demorar para vacinar as pessoas pelo mundo e para que as vacinas tenham um efeito significativo na população global, e o setor global de Viagens e Turismo simplesmente não pode esperar. A vacinação não deve ser um requisito para viajar, mas deve coexistir com regimes de testes e ser considerada como um aprimoramento progressivo de uma viagem já segura”, assegura Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC.

As quatro medidas essenciais para viajar em segurança

Com a segurança na mira, a WTCC e a ACI, WEF e ICC definiram quatro medidas principais que precisam ser implementadas para restaurar as viagens internacionais com segurança.

As medidas de segurança incluem “regimes de testes reconhecidos globalmente antes da partida, protocolos comuns de saúde e higiene que estão alinhados com os padrões estabelecidos globalmente e os protocolos WTTC Safe Travels e Airport Health Accreditation, um regime de gestão de risco e passes de viagem internacionalmente consistentes e reconhecidos.

A WTTC garante ainda que é possível aplicar apenas estas medidas e dá o exemplo da “abertura segura de corredores de viagens existentes, como London Heathrow – Dubai, com testes apropriados e protocolos de higiene”. “Demonstra que as viagens internacionais já podem acontecer com risco mínimo e aceitável”, frisa.

Gloria Guevara destaca ainda que “os governos agora devem demonstrar liderança abrindo corredores de viagens bilaterais em rotas internacionais importantes com países que aplicam os mesmos processos robustos de gestão de risco”.

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