Associação acusa Universidade da Beira Interior de censura

O estabelecimento de ensino superior impediu a realização de uma conferência sobre o Sahara Ocidental. Trata-se de “censura”, diz a entidade que luta pelo direito à autodeterminação do povo saharaui.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

A Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental (AAPSO), que luta pelo direito à autodeterminação do povo saharaui, foi surpreendida com o cancelamento de uma conferência sobre o território africano, por parte da presidência da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade da Beira Interior.

Em comunicado, a associação explica que os responsáveis pela universidade impediram a realização do colóquio Sahara Ocidental, a luta pela autodeterminação de um Povo e considera que a atitude é censuradora.

“Trata-se de uma atitude incompreensível e inaceitável que uma universidade de um país democrático tenha proibido uma conferência sobre um tema candente do Direito Internacional, que será uma das grandes preocupações do próximo Secretário-Geral das Nações Unidas”, escreve a AAPSO no mesmo documento.

No site onde a conferência estava a ser divulgada, pode ler-se: “O evento encontra-se adiado devido à falta de local para a sua realização”. O encontro, promovido pelo Núcleo de Estudantes de Ciência Política e Relações Internacionais, estava previsto para terça-feira, dia 6 de dezembro.

A associação justifica o cancelamento com uma alegada carta cujo remetente foi a embaixada de Marrocos. Na sua perspetiva, os alunos foram impedidos de organizar painel “apenas porque [a universidade] recebeu ‘uma carta’ da embaixada do país que invadiu e ocupa ilegalmente o território: o Reino de Marrocos”.

A AAPSO afirma estar solidária com a associação de estudantes que promoveu a conferência e  saúda “a sua determinação em promover esta conferência de esclarecimento sobre os direitos do povo do Sahara Ocidental, a última colónia de África”.

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